Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 01/06/2021
É sabido que a educação é um fator importante na sociedade atual, como dizia o filósofo iluminista Inglês Thomas Hobbes; “conhecimento é poder”. Séculos depois o conhecimento sob domínio de uma elite, utilizando a mesma como meio para manutenção de poder. Leia-se poder como privilégio resultante de uma desigualdade perdida há décadas, desigualdade à qual não é diferente na educação, que tem sua desigualdade crescendo cada vez mais na pandemia, embora exerça um papel fundamental na sociedade.
A desigualdade atinge o Brasil em diversos aspectos; distribuição de renda, qualidade alimentar, saneamento, tecnologia e educação; bebida os últimos dois relacionados à conjuntura brasileira. Com o avanço da Pandemia como Instituições de ensino tiveram que adaptar seus métodos, com eles grande parte das instituições adotaram de início o Ensino à distância, tempos depois de outras Instituições públicas aderiram o mesmo, causando logo de início um abismo maior do que o já existente. Para o EAD são incluídos itens especiais, como internet, que segundo dados coletados pelo Comitê Gestor da internet 47 milhões de brasileiros não têm acesso à internet; Item considerado fundamental para a prática do ensino remoto.
Visto que a falta de recursos afeta a educação, a mesma tendo um grande papel na sociedade, indiretamente mudando o mundo; pelas palavras do filósofo Pernambucano e Patrono da educação Brasileira, Paulo freire afirmava “Educação não transforma o mundo. Educação muda como pessoas. Pessoas mudam o mundo”. Desta forma a educação deve ser os primeiros momentos.
Destarte é possível concluir que a educação é um fator fundamental para a sociedade e que mesmo antes da pandemia tinha nítida suas desigualdades, o isolamento a reforçou. Podendo ser estas desigualdades na educação amenizadas por investimentos em expansão das tecnologias e instalação de internet por meio de verbas públicas destravadas ao Ministério da Educação. Somente assim será possível atingir uma educação pós-pandêmica com menos desigualdades no ensino.