Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 01/06/2021
Com mais de um ano de pandemia e no que parece uma infinita adaptação ao “novo estilo de vida”, fruto do estado constante de isolamento social, já é possível enxergar parte das consequências que este acontecimento global nos trouxe. Sobretudo na educação, direito universal do cidadão brasileiro, e onde os recortes sociais de desigualdade mais se destacam.
No âmbito escolar público, que já se encontrava em decadência decorrente dos cortes de gastos que vêm ocorrendo desde 2016 e se intensificaram em 2019, levou ao sucateamento continuo da infraestrutura pública de ensino. Infraestrutura que já tinha dificuldades em atender mais de 1,5 bilhão de alunos matriculados, agora, tendo que remodelar por completo o seu modus operandi, estabeleceu uma forma de ensino a distância incapaz de atender toda a população. Os problemas variam da dificuldade no acesso ao material, onde apenas 57% da população têm acesso a computadores, até a própria adaptação do docente ao ambiente virtual.
São os professores que têm a obrigação de se adaptar a uma nova forma de ensinar, que não fora inclusa na sua formação prévia. Essa nova adaptação ao EAD (Ensino a Distância), percorre em diversos aspectos no que diz respeito à saúde do profissional docente. Segundo o Sindicato dos Professores das Entidades de Ensino Particulares (Sinproep), houve um aumento da taxa de afastamento em decorrência doenças como: crise de burnout, ansiedade, depressão e estresse.
A Secretaria da Educação vêm, em parceria com outras instituições, disponibilizando atendimento psicológico gratuito por meio virtual aos profissionais da educação. No entanto, nem sempre o acompanhamento virtual é o suficiente. Sendo assim, os problemas só agravam enquanto a demanda dos alunos por educação aumenta, e o investimento na educação reduz.
No primeiro momento, a verba pública destinada aos órgãos responsáveis pelo educação como: o MEC e a Secretaria de Ensino, devem ser aumentadas. Com isso, o investimento em infraestrutura capaz de suportar a demanda tanto virtual quanto presencial da educação, irá reduzir a quantidade de alunos e professores afetados pela pandemia. Em um segundo momento, a cargo do Ministério da Saúde, deve-se implementar o atendimento psicológico gratuito nas próprias instituições de ensino, voltado ao atendimento do funcionários e dos alunos, o que reduzirá os efeitos do isolamento social e do próprio momento de mudança no cotidiano dos alunos e professores.