Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 01/06/2021

A pandemia do coronavírus tornou as discussões sobre o ensino a distância fundamentais e ainda mais presentes no cotidiano brasileiro. Certamente um dos aspectos mais necessários a serem abordados para o aprofundamento da temática é a desigualdade descomunal ao acesso à educação, que assumiu o formato online em consequência do isolamento social. Segundo o relátorio de monitoramento global da educação de 2020, feito pela Unesco, 258 milhões de crianças e jovens não possuem acesso à educação, e a grande maioria delas vive em zonas rurais ou periféricas, com nível baixo de renda familiar. Portanto, é indispensável questionar o papel do Estado a cerca desse assunto, e pensar urgentemente em soluções para o aprimoramento da educação no Brasil.

Primeiramente, para compreender a falta de inclusão e qualidade do ensino brasileiro, é preciso reconhecer a negligência dos órgãos governamentais responsáveis pela manutenção desse setor. O Brasil apresenta um dos piores índices educacionais do mundo, a falta de financiamento das escolas públicas e desleixo na formação de profissionais são apenas algumas das causas da problemática. Em outras palavras, alguns lugares do país possuem escolas com infraestrutura extremamente precária, sem carteiras e em falta de professores, e no cenário online, muitos estudantes nem mesmo possuem acesso à internet, tornando a conjuntura ainda menos favorável.

Além disso, a formação de docentes não está alinhada com os ideais de melhora no setor de educação, e a profissão de educador é imensamente desvalorizada, muitas vezes não recebendo apoio dos supervisores e sendo pressionados pelos pais por questões fora de seu alcance. Em momentos como esse, os problemas são agravados, ocasionando aulas mal planejadas, falta de materiais de estudo disponíveis para os estudantes e um sistema de apoio faltoso. De acordo com Aristóteles, a educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces. Dito de outro modo, educar-se é um processo lento e que requer grande esforço, mas os resultados são indispensáveis e direito de todo cidadão, segundo a Constituição Federal do Brasil.

Assim sendo, ações para o maior alcance da educação remota são imprescindíveis, e é dever do Ministério da Educação apresentar soluções para o impedimento, como por exemplo, acompanhamento da situação de cada aluno através de profissionais pedagógicos e adequação do meio de ensino de maneira individual. Para a melhora em nível coletivo, é necessário entender as necessidades específicas que surgiram com a pandemia, e o amparo do governo se mostra escasso até o momento presente.