Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 07/06/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita caracterizada pela ausência de conflitos e de problemas. Entretanto, o que se observa no atual cenário brasileiro é o oposto do que o autor prega, uma vez que, a pandemia impactou de forma considerável a educação no território nacional. Visto isso, é necessário analisar tal quadro, que demanda mecanismos para melhorá–lo, intrinsecamente ligado à negligência estatal e à precariedade do sistema educacional.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a Constituição Federal, promulgada em 1988, prêve em suas disposições uma série de direitos sociais. Sob este viés, entre eles está o direito à educação, porém é notório que o que ocorre na sociedade atual é justamente o contrário do que se impõe. Nesse sentido, a negligência do Estado é um grande causador da problemática recorrente, já que, o mesmo não está garantindo de forma igualitaria a educação à todos os cidadãos, deixando vulneráveis à esse direito, principalmente, a camada mais pobre do conjunto social que não apresentam os devidos recursos para a modalidade de ensino remoto. Assim, resultando no atraso e baixa qualidade de aprendizagem dos estudantes em questão.

Ademais, é indubitável citar a precariedade da educação no cenário nefasto, motivada principalmente pela falta de investimentos necessários para manutenção do sistema. Dessa forma, a distribuição do ensino à distância também fica comprometido, por conta da ineficiência de meios utilizados que não atendem toda população, incluindo alunos e até mesmo os trabalhadores da rede pública de educação.  Nessa perspectiva, segundo Jean Paul Sartre, as escolas devem promover a autonomia dos estudantes. Porém, isso se faz praticamente impossivel, diante da realidade provocada pela pandemia, se muitos estão com a saúde mental comprometida, com problemas familiares, a desigualdade social incessável e com muitos sem acesso a essa unidade escolar de forma remota. Com isso, a autonomia dos estudantes se torna cada vez mais distante de ser alcançada.

Portanto, para que o problema deixe de existir no contexto atual, é preciso uma ação urgente das autoridades competentes. Logo, o Governo Federal com o Ministério da Educação, através de assembleias governamentais, deve discutir o tema e realizar maiores investimentos no sistema educacional e promover o retorno das aulas de forma gradativa e seguindo as normas de segurança, para os alunos sem acesso ao recurso, de forma emergêncial, para que os mesmos possam cessar dúvidas e acompanharem os demais estudantes. Nesse sentido, o fito de tal medida é melhorar a questão educacional durante a pandemia. Somente assim, a temática será gradativamente melhorada dentro do panorama vivido pelo mundo atual.