Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 08/06/2021
A chegada do vírus SARS-CoV-2 forçou o Brasil e o mundo a adaptarem integralmente quase todas as suas tarefas ao meio digital. Na educação brasileira a mudança repentina revelou pautas antes jogadas para “debaixo do tapete”, como a desigualdade do acesso à internet, porém ainda há o lado otimista da possibilidade de ensinar/aprender em qualquer lugar do globo. Logo, se faz necessário um debate para compreender os impactos da pandemia no sistema educacional do Brasil.
Inicialmente, é possível notar o descuido no planejameto governamental para conduzir a educação ao digital. Uma vez que a pandemia avançava em países próximos a América e demonstrava seu alto grau de contaminação; além de no início de 2020 o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelar que 46 milhões de brasileiros não tinham acesso à internet. Assim, com o vírus no país, a falta de oferta de rede, o despreparo dos professores para uso das plataformas, a desigualdade da qualidade oferecida entre o ensino público e o privado, entre outros resultaram em 4 milhões de estudantes que ao longo do ano abandonaram sua formação acadêmica, segundo a Revista Educação.
Em contraste, há a vantagem de uma educação que está no processo de se adequar ao meio eletrônico que vivemos. Ademais há a chance que o remoto oferece de se aprender/ensinar em qualquer lugar, na qual um aluno possa estudar em até outros países e não ter gastos com mudança de casa. Tal fase que o ensino se encontra transforma uma sociedade e está de acordo com o pensamento do filósofo Kant: “É no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade”.
Assim, é possível notar que existem problemas estruturais na educação que a pandemia apenas forçou uma resolução mais rápida, e que para que todas as vantagens sejam aproveitadas é urgente que os ônus sejam reparados. Para tais resoluções, cabe ao Governo Federal, através do Ministério da Educação e em conjunto com Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações o investimento de verbas públicas para que todas as escolas/universidades do país tenham uma boa rede de internet gratuita ofertada ao seus alunos/educadores para que utilizem no horário de aulas, através de uma rede de cadastro que descubra onde residem os alunos e os seus horários de aulas. Além de oferecer incentivos fiscais para as redes de tv abertas oferecerem aulas de curta duração sobre assuntos básicos ministradas em intervalos comerciais. Aos alunos e suas famílias cabe o dever de se informar sobre os novos projetos e se cadastrar no que eles se enquadrarem. Para que em breve o Brasil possa aproveitar de todas as vantagens do ensino remoto e dar a igualdade de qualidade para todos os seus alunos.