Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 10/06/2021

A varíola, doença responsável pela morte de milhares de pessoas, teve, no Brasil, seus primeiros focos com a vinda de colonizadores portadores do seu vírus, o que tornou necessária a adoção de cuidados com o modo de vida na época. Paralelo a isso, na atualidade, observa-se que a pandemia da Covid-19 impactou a rotina dos brasileiros, principalmente em relação à educação. Logo, faz-se imperiosa a análise dos motivadores de tal panorama, sobretudo a ausência de investimentos em tecnologia pelo governo e o contínuo preconceito contra a educação a distância.

Primeiramente, é válido mencionar que a falta de investimentos no ramo tecnológico por parte do governo impulsiona a problemática. Nesse sentido, é notório que apesar do ensino remoto carecer de um sistema digital, as verbas destinadas à tecnologia são negligenciadas pelas instituições políticas, o que afeta, na maioria dos casos, escolas públicas desprovidas de recursos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 4,3 milhões de alunos, especialmente da rede pública, estavam sem acesso à internet no fim de 2019. Desse modo, a ascensão de métodos digitais, aliada ao interesse governamental, é imperativa para assegurar uma formação de qualidade a todos os estudantes.

Além disso, o preconceito contra o uso da educação a distância acentua os impactos sobre os alunos brasileiros. Isso se deve, muitas vezes, à inexistência de informações nas mídias a respeito da relevância do ensino online, o que fomenta uma ideia ignorante de que o novo modelo das aulas, organizado em videoconferências, é inferior ao estilo que precedeu a pandemia. De acordo com o filósofo Sócrates, existe apenas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância. Dessa forma, é perceptível que, com a disseminação de conhecimento, a comunidade pode refletir e considerar a educação a distância como um meio efetivo de aprendizagem.

Verifica-se, portanto, a necessidade de cessar os impactos sobre a formação de estudantes no país. Para tanto, é dever do governo federal, juntamente com o Ministério da Educação, criar infraestruturas para aperfeiçoar a área tecnológica, a qual está intrinsecamente ligada ao novo molde de estudo. Tal ação deve ocorrer por intermédio de amplos investimentos, com o fito de garantir, a todos os grupos sociais, o acesso ao ensino básico. Ademais, cabe às redes midiáticas postarem conteúdos a respeito do problema, a fim de formar cidadãos mais cultos e, assim, o vírus da Covid-19 não afetará tantas pessoas como a varíola fez no Brasil.