Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 19/06/2021
O pensamento estotélico defendido pelo filósofo Marco Aurelio, orienta a elaboração de estratégias para a superação das adversidades. Em consonância a está filosofia, o momento atual de pandemia, demanda a adoção de posturas resilientes, devido a necessidade de mudanças emergenciais. A educação no Brasil neste cenário, evidenciou o método retrógrado e a lastimável discrepância da qualidade do ensino difundido no país . Sendo dessa forma, imprescindível o aliamento de esforços para responder de meneira enérgica às fragilidades da educação e assim, assentar às exigencias deste período.
A priori, vale salientar que, a mentalidade ultrapassada atrelada ao processo de aprendizado, colaborou para a dificuldade de adaptação às novas necessidades. Na música “Estudo Errado” de Gabriel Pensador, é feita uma crítica ao ensino obsoleto das escolas brasileiras, em que o conhecimento é apresentado para o aluno de maneira pronta e este aceita como verdade. Essa situação ficou evidente no atual cenário de pandemia, em que é requerido do estudante ser o protagonista e gestor de seu aprendizado. Portanto, em função da falta de incentivo ao desenvolvimento de sua autonomia e criticidade, o aluno enfrenta dificuldades em aprender fora do ambiente escolar.
A posteriori, é substancial discutir sobre como a desigualdade do sistema educacional inviabilizou a adesão às aulas remotas nas escolas públicas. Segundo Paulo Freire, o aprendizado depende da interação com o educando, todavia, em um momento de distanciamento social, é preciso dispor de estratégias como aulas online para manter o contato com o aluno. A realidade, porém, de muitas instituições de ensino, principalmente as públicas, não permite essa modificação na forma de ensinar, devido fatores como, a falta de computadores com acesso à internet pelos estudantes, desconhecimento de programas de reuniões virtuais, o que acentuou ainda mais a desigualdade.
Em suma, é inquestionável que este momento está sendo preponderante para sinalizar a necessidade de mudanças na educação. Dessa forma, as Instituições de ensino, deve colaborar com a autonomia dos alunos, por meio de incentivo a elaboração de pesquisas e relatórios, em que o professor seja um orientador e o estudante passe a participar ativamente expondo suas observações, para que seja desenvolvido habilidades que garanta seu protagonismo. Além disso, o Ministério da Educação, poderia democratizar o acesso à recursos tecnologicos, através de oferecimento de computadores, criação de software, com objetivo de reduzir a desigualdade e elevar o padrão da educação no Brasil. Assim, de acordo com o pensamento estoico seria possível fazer desse momento de crise uma oportunidade de crescimento.