Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 25/06/2021
A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país prevê em seu artigo 6°, o direito a educação como inerente a todo cidadão Brasileiro. Conquanto tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os impactos da pandemia na educação brasileira, dificultando, deste modo a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar que milhares de jovens não tiveram acesso ao ensino remoto, visto que não são todos os estudantes que possuem equipamentos e conexão com a internet, o que ocasionou em uma piora drástica na desigualdade, visto que a aplicação de vestibulares para ingresso em faculdades não parou, e jovens em pobreza extrema certamente não tiveram a chance de adquirir um cursinho pré-vestibular elitizado. Segundo Ariano Suassuna “A injustiça secular dilacera o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados e o país dos despossuídos.”
Além disso, é evidente a ausência de medidas governamentais para combater a desigualdade educacional. Nesse sentido, como resultado de um aprendizado deficiente grande parte dos jovens abandonaram a escola durante a pandemia de covid-19 e ingressaram no mercado de trabalho, visto que não houve auxílio para que continuassem os estudos.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Sendo assim, as ONG’S em parceria com o ministério da educação devem atuar em favor da população através de recursos, como por exemplo, professores de plantão para dúvidas, computadores e materiais gratuitos. Dessa forma, o governo deve criar em periferias e zonas mais carentes ONG’S que auxilie o estudante, para que dessa forma a democratização da educação possa ser feita e se consolide uma sociedade mais justa.