Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 24/07/2021

As escolas brasileiras sempre enfrentaram problemas relacionados as discrepâncias econômicas, porém a pandemia destacou questões sociais que podem comprometer o futuro do Brasil. Nesse sentido, dados do IBGE revelou que 57% dos brasileiros tem acesso a computador, enquanto que 97% ao celular, ambos para fins educativos, dessa forma as novas maneiras de ensinar precisam ser adaptadas às inumeras realidades. Sendo assim, a educação afetada pela pandemia revela as desigualdades social e educacional entre os estudantes e, po isso uma politícia pública eficaz para lidar com os entraves da crise instalada precisa ser ágil e efetiva.

A princípio, a interrupção das aulas presenciais, as necessidades de organização para cumprir os objetivos educacionais, o preparo e formação dos professores tornou mais evidente as diferenças do ensino público e privado, pois mediante as inúmeras dificuldades enfrentadas pelas famílias brasileiras a disponibilidade de renda tornou como prioritário as necessidades humanas básicas, como alimentação. De acordo, com o IPEA o acesso à internet entre as classes sociais mais afetadas pela pandemia reduziu em aproximadamente 33%, logo o processo de aprendizagem deixou de ser prioridade.

Além disso, suspender as aulas também repercute na interação social, pois a criança deixa de conviver com outras crianças, perde o interesse em aprender, tendo em vista o conturbado contexto familiar em que está inserida, gerando, portanto desequilíbrio na saúde mental. Ademais, o aspecto nutricional dos estudantes, uma consequência imperceptível antes da pandemia, tornou-se preocupante, pois para muitas crianças a merenda escolar era a única refeição do dia, e sem aula presencial e, em muitos casos o desemprego dos pais a fome tornou-se um problema mais sério ainda. Diante disso, a Rede CoVida estuda o impacto da pandemia na educação, para assim traças metas eficazes e práticas para lidar com a grandiosidade do problema.

Em suma, a dificuldade da educação precisa de soluções rápidas, dessa forma cabe ao Ministério da Saúde vacinar estudantes, professores, merendeiras, todos os envolvidos no processo de ensinar, por meio da formulação de plano de vacinação, e assim garantir o retorno seguro para as aulas presenciais. Soma-se a isto, ações do Ministério da Tecnologia e governos locais a ampliação e gratuidade do acesso à internet para estudantes e professores, mediante acordo entre as operadoras de rede para que todos tenham acesso independente do poder aquisitivo.