Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 03/07/2021

Com a revolução técnico-científica que está ocorrendo no século XXI muitas pessoas estão tendo que se readaptar nas suas profissões com os grandes avanços da tecnologia. De maneira análoga a isso estudantes do mundo todo tiveram que se ajustar a nova forma de estudar, devido a pandemia da COVID-19. Nesse prisma destacam-se dois aspectos importantes: A internet ainda ser um fator limitante para muitos jovens brasileiros e a falta de familiaridade dos professores com essas tecnologias.

Em primeiro plano, podemos destacar que muitos jovens não possuem acesso a internet por não terem condições financeiras de adquirir um plano de banda larga ou um chip de internet 3G/4G . Desse modo, cerca de 6 milhões de estudantes, desde a pré-escola até a pós graduação, não tem acesso a internet e, desses, 5,8 milhões são alunos de instituições públicas de ensino segundo  o Instituto de Pesquisa Economica e Aplicada (IPEA) e segundo a Pesquisa Juventudes e Pandemia do Coronavírus 79% dos jovens abandonaram os seus estudos durante a pandemia devido a falta de estrutura. Percebe-se, portanto, que a internet  ainda não é uma forma democrática de se fornecer o ensino.

Além disso, é notório que  muitos professores tem dificuldade de se adequar a essa nova forma de ensinar com tecnologias cada vez mais específicas somado a falta de interesse dos alunos resultou em uma experiência frustrante para os docentes. Consoante a isso, mais de 70% dos pedagogos apresentaram problemas para lecionar na pandemia e mais de 58% desses não conseguiram dar aulas sem barulhos ou interrupções, decorrente disso 42% dos educadores se sentem estressados nesses tempos de pandemia segundo a Pesquisa Juventudes e Pandemia do Coronavírus .Sendo assim, é evidente que o estado falha em fornecer estrutura suficiente para que os professores consigam trabalhar na pandemia.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham ampliar o acesso  dos estudantes e professores a melhores e novas tecnologias, para que os mesmos tenham condições de estudo decentes, mesmo em tempos de pandemia. Por conseguinte, cabe ao governo junto ao ministério da educação, realizar parcerias público-privadas com grandes empresas de tecnologia para que as mesmas possam fornecer uma estrutura adequada para que os alunos e docentes possam ter condições adequadas de trabalho e estudo, em troca de incetivos fiscais paras que as mesmas tenham um alivío na pesada carga tributário do nosso país. Somente assim podemos conter o aumento da evasão escolar durante os tempos de pandemia que continua aumentando à medida que a pandemia se estende.