Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 04/07/2021
A varíola, doença responsável pela morte de milhares de pessoas, teve, no Brasil, seus primeiros focos com a vinda de colonizadores portadores do seu vírus, o que tornou necessária a adoção de cuidados com o modo de vida na época. Paralelo a isso, na atualidade, observa-se que a pandemia da Covid-19 impactou a rotina dos brasileiros, principalmente em relação à educação. Logo, faz-se imperiosa a análise dos motivadores de tal panorama, sobretudo a ausência de investimentos em tecnologia pelo Estado e o contínuo preconceito contra a educação a distância.
Primeiramente, é válido mencionar que a falta de investimentos no ramo tecnológico advinda do descaso estatal impulsiona a problemática. Nesse contexto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 4,3 milhões de alunos estavam sem acesso à internet no começo da pandemia da Covid-19. Isso porque, apesar do ensino remoto carecer de um sistema digital, as verbas destinadas à tecnologia são negligenciadas pelas instituições políticas, o que pode ser comprovado, por exemplo, pela situação das escolas públicas, as quais, na maioria dos casos, são desprovidas de recursos. Desse modo, comprova-se que a ascensão de métodos digitais, aliada ao interesse do Estado, é crucial para amenizar esse quadro caótico e assegurar uma formação de qualidade aos estudantes.
Além disso, o preconceito contra o uso da educação a distância acentua os impactos sobre os alunos brasileiros. Isso decorre, muitas vezes, da inexistência de informações a respeito da relevância do ensino online nas mídias, o que fomenta uma ideia ignorante de que o novo modelo das aulas, organizado em videoconferências, é inferior ao estilo presencial que antecedeu a pandemia. Essa concepção preconceituosa condiz com a perspectiva do filósofo Sócrates, o qual afirma que existe apenas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância. Dessa forma, é perceptível que, com a disseminação de conhecimento, a comunidade pode refletir e, felizmente, considerar a educação a distância compatível com o cenário presencial.
Verifica-se, portanto, a necessidade de cessar os impactos sobre a formação de estudantes brasileiros. Para tanto, é dever do Estado, por meio de debates com o Ministério da Educação, investir no aperfeiçoamento da área tecnológica, com o fito de garantir o acesso ao ensino remoto a todos os grupos sociais, promovendo, então, o desenvolvimento intelectual dos cidadãos. Ademais, cabe às redes midiáticas, através de postagens elucidativas, destacarem a influência positiva da educação a distância, a fim de formar indivíduos menos preconceituosos e, assim, o vírus da Covid-19 não afetará tantas pessoas como a varíola fez no Brasil.