Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 05/07/2021

A Terceira Revolução Industrial, período de amplo desenvolvimento tecnológico, promoveu a intensa difusão de mecanismos eletrônicos que levou inúmeros estudantes a utilizarem novos recursos durante o processo educacional. Na atualidade, com a necessidade de usufruir de tais ferramentas, observa-se que a pandemia da Covid-19 impactou a educação de alunos brasileiros, uma vez que é crucial adotar o sistema de ensino remoto. Logo, faz-se imperiosa a análise dos motivadores desse panorama, sobretudo o precário investimento em tecnologia pelo Estado e a falta de informação a respeito da relevância da educação a distância.

Primeiramente, é válido mencionar que a falta de investimentos no ramo tecnológico advinda do descaso estatal impulsiona a problemática. Isso porque, apesar do ensino remoto carecer de um sistema digital, as verbas destinadas à tecnologia são negligenciadas pelas instituições políticas, o que pode ser comprovado, por exemplo, pela situação das escolas públicas, as quais, na maioria dos casos, são desprovidas de recursos. Nesse contexto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 4,3 milhões de alunos, especialmente da rede pública, estavam sem acesso à internet no começo da pandemia da Covid-19. Desse modo, a ascensão de métodos digitais, aliada ao interesse do Estado, é crucial para amenizar esse quadro caótico e assegurar uma formação de qualidade aos estudantes.

Além disso, a desinformação que gera ideias ignorantes a respeito da relevância da educação a distância intensifica a mazela. Isso pode ser explicado pela visão do filósofo Sócrates, o qual afirma que existe apenas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância. Sendo assim, com o forte desconhecimento, o ensino online é indesejado pelos brasileiros, pois não há a valorização da sua eficácia em razão da existência do molde presencial, uma vez que tal estilo é visto como extremamente superior devido à maior participação dos alunos. Logo, é substancial que ocorra a difusão de informações para a comunidade refletir e, felizmente, considerar a educação a distância relevante.

Verifica-se, portanto, a necessidade de cessar os impactos sobre a formação de alunos brasileiros. Para tanto, é dever do Estado, por intermédio de debates com o Ministério da Educação, investir no aperfeiçoamento da área tecnológica, com o fito de garantir o acesso ao ensino remoto a todos os grupos sociais, promovendo, então, o desenvolvimento intelectual dos cidadãos. Ademais, cabe às redes midiáticas, por meio de postagens elucidativas, destacarem a influência positiva da educação a distância, a fim de formar indivíduos menos ignorantes. Assim, os recursos gerados pela Terceira Revolução Industrial serão usufruídos pelos estudantes brasileiros.