Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 14/07/2021

“No dia em que todas as pessoas do planeta inteiro resolveram que ninguém ia sair de casa”, canta Raul Seixas em sua música “O dia em que a terra parou”. Apesar da música ser de 1977, retrata bem a situação do mundo com a pandemia do coronavírus, em 2020, que impactou diversas áreas no Brasil, inclusive a educação. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema em virtude da desigualdade social e da falta de investimento.

Sob esse viés, pode se apontar como um fator determinante a disparidade social. A “Isonomia” é a garantia de oportunidades iguais, mesmo em condições diferentes. No entanto, a realidade é pouco isonômica no acesso igualitário à educação no Brasil em tempos de pandemia, visto que com as escolas fechadas e o ensino a distância, a vida financeira é um impasse, pois de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) 40 milhões de brasileiros não tem acesso à internet. Com isso, a desigualdade social dispara e somente quem tem recursos consegue aprender de forma efetiva.

Além disso, outro fator influenciador é a falta de investimento. Karl Marx explica que, em uma sociedade capitalista, o centro é o capital. Então, para resolver os problemas das aulas fora do ambiente escolar por conta da doença, é preciso capital investido, haja vista a falta de infraestrutura e preparo dos professores e alunos para lidar com a situação, que ocorreu de forma inesperada. Mesmo sendo necessário e importante o distanciamento, as aulas online precisam de computadores, webcans, microfone e muitos docentes e estudantes não têm acesso a tais equipamentos e também faltam instruções adequadas de uso. Assim, urge que as inciativas públicas e privadas destinem dinheiro para essas causas.

Portanto, faz-se necessário uma intervenção. Para isso, o Governo Federal deve criar uma agenda econômica mais democrática, por meio de destinação de recursos para grupos excluídos, a fim de reverter a desigualdade social que se instala na educação brasileira por conta pandemia. Tal ação pode, ainda, ser divulgada na mídia para que a população tome conhecimento. Paralelamente, é preciso intervir sobre a falta de infraestrutura por meio de doações de aparelhos eletrônicos aos necessitados. Dessa forma, o Brasil terá um ensino a distância qualificado.