Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 17/07/2021

Na história humana, existiram inúmeros períodos. Dentre eles, o que mais guinara o destino dos homens foi iluminista, uma vez que o mesmo foi marcado pela ascensão dos saberes, tanto os tecnologicos, quanto os sociais e historiográficos. Em virtude da ascensão supracitada, os indivíduos podem, no hodierno, possuir uma vida permeada por tecnologia, remédios e céleres meios de transporte. No entanto, com a chegada do novo coronavírus, a abstração de saberes pelos estudantes foi ameaçada pela não continuidade das aulas presenciais, que fez os alunos migrarem para o ambiente virtual em busca de conhecimento, o que é alvo de debates, nos quais os debatedores deveriam chegar a, máxime, duas conclusões: há um pilar social se degenerando em solo nacional e o Brasil não é um país isonômico.

A priori, necessário se faz pontuar que nada além da educação urde uma sociedade melhor. Segundo o filósofo Immanuel Kant, a partir da educação, o homem pode mudar-se e, ao passar por um processo metamórfico, ele detém a chance de se tornar um cidadão mais apto ao convívio social. Isso posto, há de se perceber que, em virtude da falta de acesso massivo dos estudantes às aulas, a educação não chega a todos que deveriam possuí-la. Desse modo, uma das implicações da pandemia é o impedimento de se manter rijo um pilar social: em função do isolamento social, muitos alunos não vão às escolas e, em função também do mesmo, muitos são restringidos de desenvolve-se de modo a tornarem-se melhores cidadãos.

Além disso, também é fulcral se chegar à apreensão de que o Brasil é um país desigual. O jornalista Euclides da Cunha deixou, em seus estudos, nítido que existem dois “Brasis”: o litorâneo - que recebe afago do governo por ser desenvolvido - e o interiorano - que é olvido pelo governo por não prover a este lucro. De tal modo, é notório que ainda coexistem, em solo nacional, duas vertentes do Brasil, a desenvolvida e lucrativa e a esquecida, sendo esta a parte da população que não possuí meios para acessar as aulas virtuais. Dessarte, outra abstração que deve ser tida pelos debatedores é a que elucida sobre a mínima isonomia econômica existente no Brasil, mostrada pelo parco acesso estudantil às aulas virtuais.

Portanto, conclui-se que existem problemas que devem ser apreendidos no debate acerca dos efeitos da pandemia na educação, e eles estão acima citados. Logo, deve o governo, composto pelos mandatários incumbidos de assegurar o bem cívico, prover, por meio de projetos sociais, aos estudantes formas de acessar à internet a às aulas remotas, com o fim de mitigar, em outros tempos críticos, tal como a atual conjuntura pandêmica, efeitos negativos na educação.