Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 23/07/2021
Ao contrário do ocorrido durante a pandemia da gripe espanhola na qual o ensino foi totalmente interrompido, atualmente, em processo de enfrentamento da covid-19 aplicou-se o sistema de Educação a Distância (EaD) proporcionado pelo avanço tecnológico. No entanto, devido à distribuição desigual da inteligência artificial tal problema se reverbera para o sistema educacional, acentuando a desigualdade entre o ensino público e privado e, prejudicando a saúde mental dos alunos.
De acordo com o Instituto Nacional de Estudo e Pesquisas (INPE), há no Brasil 47,8 milhões de estudantes dos quais 38,7 milhões pertencem à rede pública demonstrando, deste então, a já existente discrepância da qualidade educacional ofertada no país. Diante disso, a falta de estrutura tecnológica e seus conhecimentos preponderante nas instituições de ensino pública, como relatado pelos pesquisadores da Rede CoVida em que apenas 42% estão conectados à internet, torna-se um expoente para o abismo de aprendizagem existente entre os aprendizes das escolas públicas e privadas.
Por conseguente, o distanciamento educacional provocado pelo sistema EaD na população de baixa renda compromete não apenas a aprendizagem, mas também o acesso à alimentação, a atividades extracurriculares e a interatividade e, portanto, a saúde do indivíduo. Nessa perspectiva, de acordo com pesquisas realizadas pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) são inevitáveis que tais fatores potencializam os problemas psicológicos, como a depressão ea ansiedade, entre os estudantes, principalmente, para aqueles em que se escolher proximos da conclusão do ensino médio, visto que esses postos estão sobre a pressão de definirem seus futuros.
Depreende-se, portanto, que sendo perenes os efeitos causados pelo advento na pandemia do coronavirus na atual geração de estudantes, faz-se necessário que o Ministério da Educação em conjunto com empresas tecnológicas promova projetos de suporte aos estudantes carentes, como doação de aparelhos digitais bem como, cursos online para melhor capacitar os profissionais da educação ao novo sistema educacional, a fim de buscar reduzir a desigualdade do ensino estimulado pela EaD e, consequentemente, minimizar os danos causados à saúde mental dos estudantes.