Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 22/07/2021

Num momento de pandemia, torna-se necessária a adoção de medidas em prol da diminuição do contagio em massa. Ao trazer essa realidade para a esfera educacional, surgem desafios a respeito da manutenção do exercício da função escolar e problemas de acessibilidade. Por isso, é importante entendeer como o afastamento do meio escolar impacta os estudantes, tal como, a falta de acesso às tecnologias.

A princípio, é fundamental analisar os papéis sociais que a escola exerce. Ao tomar como base o modelo educacional de Paulo Freire, em que as escolas tem função de integrar os estudantes nos diversos contextos sociais, é possível perceber que o afastamento do meio escolar, seja integral ou pela utilização de tecnologias, é prejudicial ao futuro dos alunos. Isso ocorre, pois ao serem afastados de interações reais, os estudantes desenvolvem menos as funções congnitivas das áreas interpessoais, que são requisitadas na vida cotidiana e no mercado de trabalho.

É imperativo, também que se discuta a falta de acesso aos meios digitais, adotados como uma ferramenta que simula uma sala de aula, porém virtual. A retomada das aulas de forma “online” pode ser funcional para as classes média-alta e alta, porém é uma solução muito excludente. Isso pois, o acesso a computadores, laptops, smartphones e até mesmo a internet não é a realidade para muitos brasileiros, o que impossibilita o usufruto das salas de aula virtuais em tempo real. Prova disso, é que segundo o IBGE, mais de 18% das moradias no Brasil não possuem acesso a internet.

Para que se maximize o acesso às aulas, é imperativo que o MEC em parceria com as secretarias de educação, criem um projeto que arque com as despesas de internet e disponibilize meios para acessar aula para aqueles que comprovarem não ter condições. Tais questões serão avaliadas através de formulários entregues nos bairros, pelas prefeituras. Somente assim haverá uma educação de fato integrativa.