Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 06/08/2021
Em 2020 a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a pandemia do coronavírus- uma enfermidade epidêmica que foi rapidamente disseminada pelo mundo. Dessa forma, em virtude da emergência na crise da saúde mundial, muitos setores de educação adotaram uma modalidade de ensino à distância (EAD) a fim de promover uma democratização do conhecimento intelectual. Contudo, além da carência de políticas de acesso à internet de forma mais igualitária, muitos professores não têm domínio necessário das ferramentas tecnológicas neste novo cenário.
Em primeira análise, pode-se afirmar que a Revolução Técnico-Científico Informacional foi um combustível para o aprimoramento da tecnologia no país. Nesse âmbito, esse processo proporcionou aos estudantes um modo mais acessível de construir conhecimento durante a pandemia, mediante ao EAD. No entanto, em virtude do quadro de extrema desigualdade socioeconômica que caracteriza o Brasil muitos estudantes que possuem baixas condições financeiras não têm acesso aos recursos tecnológicos necessários para o ensino remoto. Sob esse viés, de acordo com o estudo “Educação em Pausa” da UNICEF quatro milhões de estudantes do ensino fundamental no país não possuem acesso a nenhuma atividade escolar. Sendo assim, é visível a escassez de projetos que atendem a todos os alunos de forma igualitária, para que todos consigam acessar as aulas online.
Além disso, devido à adoção da educação a distância (EAD) pelas instituições de ensino, os professores também precisaram se adequar ao novo formato para dar seguimento ao ano letivo. Entretanto, muitos dos profissionais não empregavam a tecnologia em sala de aula antes do isolamento social e não tiveram formações adequadas para o uso dessa ferramenta como instrumento norteador do processo de educação. Sob essa ótica, o Instituto Península realizou uma pesquisa com 7.734 professores em todo o país e 83% desses, ainda se sentem pouco preparados para o ensino a distância. Desse modo, a interação mediada pelos meios de comunicação entre os alunos e professores fica complicada.
Portanto, são necessárias medidas para coibir a problemática vigente. Dessa forma, é cabível ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações que através de um sistema técnico forneça internet gratuita a todos os cidadãos e assim, será possível minimizar a desigualdade de ensino entre os estudantes. Ademais, o Ministério da Educação deve promover palestras sobre o EAD para que os profissionais que não possuem experiências com esse novo formato encarem esse desafio com mais facilidade. Sendo assim, será possível coibir os impactos negativos causados na educação brasileira pela pandemia do coronavírus.