Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 06/08/2021

De acordo com a Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro, a educação é direito fundamental do indivíduo. Contudo, essa não é uma realidade da sociedade brasileira, visto que os índices de evasão escolar são alarmantes e, a difusão da pandemia contribui para o aumento desses números. Sob tal ótica, o debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira merece amplo debate, haja vista que se relaciona diretamente com o futuro desenvolvimento da nação, além de expressar de maneira clara, a relação entre a falta do acesso tecnológico e a grande desigualdade social existente no Brasil. Desse modo, urge a tomada de medidas eficazes, a fim de melhorar o âmbito educacional.

Deve-se destacar, primeiramente, a importância das instituições básicas de ensino para a evolução da população. Segundo o ECA, Estatuto da Criança e do Adolescente, até o complemento da maioridade, o Estatuto é responsável por garantir o desenvolvimento moral, físico e mental dos indivíduos, de modo que fiquem preparados para a vida adulta. Nesse viés, compreende-se o Brasil com diversos recursos a serem explorados, e classificado como um país emergente, uma vez que há o grande potencial para progressão do país, deve-se, dessa forma, haver a prioridade do Estado para a educação dos jovens. Destarte, há primordialidade latente de traçar estratégias para conter o impasse.

Outrossim, é fulcral ressaltar, a disparidade econômica da comunidade brasileira. De acordo com o relatório divulgado pelo PNUD, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Brasil está entre os dez países mais desiguais do mundo. Nessa perspectiva, seguindo as informações apresentadas, esse fato reflete propriamente atual situação do país. Diante disso, a eclosão da pandemia exibiu a dificuldade dos estudantes frequentadores da rede pública conseguirem acesso às aulas no sistema remoto, dado que a grande maioria não possui a infraestrutura necessária em sua residência e, nessa conjuntura, serão prejudicados no futuro. Dessa forma, será possível observar, a médio e longo prazo, o desenvolvimento de uma melhor educação no Brasil.

Diante do exposto, é imprescindível a adoção de novas medidas para resolver o impasse. Logo, cabe ao Estado, principal promotor da harmonia, junto ao Ministério da Educação, promover uma rede de internet a todos os alunos, além da criação de plataformas para auxiliar os professores na transição do ensino presencial ao modo online, via verbas públicas e parcerias com empresas tecnológicas, com o intuito de melhorar o cenário educacional no Brasil. Afinal, torna-se insustentável uma sociedade que adota medidas paliativas em vez de prevenir e curar seus males.