Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 03/08/2021
Depois de mais de um ano desde o início da pandemia do coronavírus, o Brasil ainda sente os impactos que ela causa, principalmente na educação. Com a divulgação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) de que 2021 é o ano com menos inscritos no ENEM desde sua criação, é possível fazer uma reflexão sobre como a pandemia impactou e continua impactando a população e o setor educacional.
Primeiramente, deve-se notar a mudança na maneira com que as aulas são dadas. O ensino à distância desafia diariamente professores e alunos que tiveram que se adaptar ao novo modelo de ensino. Porém, não são todos os alunos que possuem o mínimo necessário para acessar a educação, como um computador e acesso à internet de qualidade, o que os impossibilita de comparecer as aulas e, consequentemente, de estudarem e aprenderem.
Em segundo plano, por conta da falta de investimentos governamentais, é perceptível a desigualdade absurda entre alunos de escolas públicas e particulares, além da vantagem que estes têm por possuírem o necessário para manter a educação em casa. Ademais, devido ao corte de verbas por conta da pandemia que atingiu a economia de todo o mundo, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) corre risco de fechar por falta de capital.
Assim, vê-se necessária uma grande mudança no sistema de ensino brasileiro. Para isso, cabe ao Estado investir na distribuição de tecnologias que permitam o estudo das populações mais pobres e marginalizadas, além de disponibilizar mais capital para universidades e escolas públicas, aumentando novamente a verba destinada à essas instituições. Desse modo, a educação brasileira ficará mais justa e eficaz, igualando os níveis de ensino e amenizando as sequelas que estão sendo deixadas pela pandemia global do novo coronavírus.