Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 05/08/2021
O Novo Coronavírus, pandemia vivenciada pelo mundo inteiro em 2020, tem mudado o panorama socioeconômico mundial, assim como as estruturas educacionais já existentes. Nesse sentido, sabe-se que, no Brasil, a maioria das instituições de educação presencial teve que migrar para a EaD (ensino à distância). No entanto, percebe-se que esse modelo de aprendizado não tem beneficiado a todos os estudantes. Isso ocorre ou a realidade pela dos alunos que não possuem acesso à internet, ora pelo desinteresse dos alunos.
A priori, é imperativo saliente que, no Brasil, o EaD não contempla todos os alunos existentes. Isso acontece porque, segundo o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, 42% dos domicílios brasileiros não possuem acesso à internet. Por conseguinte, esses estudantes, geralmente de classe baixa, ficam inviabilizados para estudar e são negligenciados do acesso à educação. Com isso, percebe-se que tal contraste quebra o princípio de Isonomia, conceito esse que afirma que todos os quais são iguais perante a lei e que não deve-se-se fazer a distinção alguma. Todavia, não é refletido na prática e, assim, é necessário a intervenção do Estado nesse quadro.
Outrossim, faz-se mister avaliar o desinteresse dos alunos em estudar em casa como um fato social. Esse conceito, criado pelo sociólogo Émile Durkheim, afirma que valores externos e gerais se impõe sobre o sujeito de modo coercitivo. Isso se dá, por exemplo, por meio da mídia que ora omite informações sobre os desafios e desafios do EaD, ora deturpa os fatos e induz a sociedade à uma realidade utópica.A posteriori, os estudantes perdem o foco nos estudos em razão de fatores externos, como por exemplo, a falta de aproximação com os professores, o ambiente propício à procrastinação e a escassa pressão sobre a realização das atividades escolares.
Destarte, depreende-se que é necessário agir sobre os fatores supracitados. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as empresas de internet, promover o acesso à web aos estudantes das áreas mais pobres, haja vista que são as regiões mais negligenciadas desse recurso. Tal ação deve ser feita por meio da instalação de torres de rede nos pontos mais altos desses lugares, um fim de alcançar todos os habitantes dessas comunidades e, consequentemente, disponibilizar a todos o acesso ao EaD. Ademais, é dever das empresas de comunicação, por meio de obras de ficção engajadas, informar a sociedade a respeito das verdadeiras desafios e desafios da educação à distância.Feito isso, o Brasil pode implantar esse modelo correto, diferentemente do jeito errôneo que implantou durante uma pandemia do Novo Coronavírus em 2020.