Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 04/08/2021

No ano de 2020 em meio a uma pandemia a estudante Alexia Nascimento diz que só os privilegiados conseguem se dar bem no Enem, porque muitas pessoas não tiveram acesso à internet, não tiveram acesso a professores particulares e cursos preparatórios. Nesse sentido, a narrativa foca na trajetória de Alexia e deixa bem claro que os impactos da pandemia foram grandes no aprendizado de diversos brasileiros. Ademais, é fato que a realidade apresentada por Alexia até então é vivenciada por muitos e é necessário salientar, ainda, que a sociedade mais vulnerável precisa de um insigne amparo governamental no seu plano de ensino.

Em primeiro lugar, faz-se necessário mencionar que Willian Arthur, ecônomo britânico, afirma que “a educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido”. É perceptível, então, que  a educação desvalorizada trouxe e trará resultados criticáveis para muitas pessoas. Além disso, muitos não fizeram a prova por residirem na companhia de pessoas com comorbidades, e outros priorizaram trabalhar para ajudar na economia familiar. Fica claro, pois, que os impactos da pandemia na educação brasileiras foram amplos, ferindo a população e levando muitos à desistência dos estudos.

Em segundo lugar, convém ressaltar que há, no Brasil, uma evidente falta de apreço na educação pública e às famílias “não privilegiadas”. Desse modo, é lícito referenciar Paulo Freire, um importante educador brasileiro, que, em uma de suas frases disse: “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Logo, é notório que, o poder transformador da educação na sociedade é imenso, e para que todos tenham os mesmos direitos é preciso que o governo provoque melhorias na educação pública e das pessoas com rendas menores.

Portanto, medidas são necessárias para resolver os problemas discutidos. Posto isto, cabe ao Ministério da Educação, órgão do governo encarregado do estudo e despacho de todos os assuntos relativos ao ensino, juntamente com o auxílio governamental, tome providencias levando as escolas públicas mais carga horária de ensino e auxílios moradia, alimentar e de internet para os estudantes de renda baixa, como também a disponibilização de verbas para o melhor ensinamento online e para os professores darem mentorias aos alunos que quisessem, e para os discentes mais dedicados ser disponibilizado bolsas de estudos através de projetos de extensão e pesquisas. Espera-se, com essa medida, que o estigma do impacto da pandemia na educação brasileira seja paulatinamente erradicado.