Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 07/08/2021
Diante da situação atual, não só o Brasil mas o mundo inteiro, tem passado pelas complicações de uma pandemia, que, além da questão da saúde, tornou evidente a desigualdade social. Desse modo, desencadeou problemas como a falta de recursos digitais, a dificuldade de aprendizagem dos alunos portadores de deficiência e o impacto na saúde mental em crianças e jovens. Sendo assim, é notável a necessidade de investimentos na área da educação com o objetivo de fornecer acessibilidade e aprendizado aos estudantes.
Apesar da tentativa de adaptação, a educação não é mais a mesma depois da pandemia, o que fica claro a partir de uma série de pesquisas realizadas no Brasil sobre a paralisação das aulas presenciais no país. Segundo União dos Dirigentes Municipais de Educação e o Conselho Nacional de Secretários de Educação, com o apoio de outros órgãos, apenas 79% dos alunos dizem ter acesso à internet, no entanto, 46% acessam apenas por celular, o que limita tanto o trabalho do professor como a experiência de aprendizagem dos alunos.
Ademais, outro fator que se perpetua na sociedade e que sobressai em tal situação, é a saúde mental, a qual tem afetado as pessoas por conta do isolamento físico e social. Diversos estudos nacionais e internacionais ressaltam que houve um aumento de indivíduos com problemas psíquicos que podem compreender desde ansiedade, ataques de pânico, depressão, estresse pós-traumático e o medo excessivo da morte.
Em síntese, é de extrema importância que o Ministério da Educação, juntamente com o Estatuto da Criança e do Adolescente, busque investir na acessibilidade para que seja fornecido o devido aprendizado aos estudantes. Outrossim, criação de campanhas de conscientização em relação à saúde mental das pessoas para incentivar os cuidados psicológicos.