Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 20/08/2021

A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro - garante a todos o direito à educação. Entretanto, é incontestável que grande parte dos cidadãos brasileiros não experimentam essa garantia constitucional na prática, visto que nem todos os jovens e adolescentes têm acesso à educação na pandemia que afetou o mundo atual. Assim, vale destacar o agravamento da desigualdade social e o baixo rendimento escolar como impactos dessa caótica realidade.

Diante desse cenário, é pertinente ressaltar que a falta de acessibilidade às aulas da substancial parte dos alunos corrobora a ausência de igualdade no Brasil. Desse modo, sob a perspectiva de Paulo Freire, a educação é imprescindível para que a sociedade mude. Nesse contexto, configura-se que a realidade contemporânea brasileira vai de encontro ao pensamento do educador, já que muitos alunos de instituições públicas não estão tendo aulas nesse período pandêmico. Nesse sentido, isso ocorre devido ao pífio investimento governamental, que não promove, efetivamente, ações que permitam aos alunos de continuarem estudando, como as aulas remotas. Logo, essa omissão estatal gera um aumento da desigualdade social do país, e, consequentemente, ocorre um regresso da educação, fazendo com que a sociedade não mude, o que contradiz com a análise feita com Freire.

Outrossim, é pertinente ressaltar que o cenário da pandemia causou uma decadência no nível escolar dos estudantes. Dessa maneira, segundo Hipócrates, o homem saudável é aquele que possui um estado mental e físico em perfeito equilíbrio. Todavia, em contrapartida com esse pensamento filosófico, o impacto da pandemia está afetando o comportamento e a saúde dos alunos, já que tiveram que se adequar a um novo modo de estudo e, consequentemente, acabou interferindo o seu desempenho e a sua saúde mental, devido à pressão exercida por essa nova adaptação. Desse modo, os alunos acabam perdendo o interesse em estudar, o que gera uma queda no seu boletim escolar, por conta de, justamente, ao seu estado psicológico, que não condiz com a análise feita pelo filósofo.

Contudo, o Brasil precisa de intervenções que combatam os impactos causados pela pandemia na educação. Assim, o Ministério da Educação (MEC) deve fazer uma melhoria na qualificação de ensino, por meio do investimento nas aulas onlines e, também, na capacitação dos professores, como direcioná-los a usar essa nova ferramenta remota e instrui-los a motivarem seus alunos a se adaptarem ao novo modo de estudo. Portanto, essa iniciativa teria a finalidade não só em garantir que os jovens brasileiros de colégios públicos continuem tendo a oportunidade de aprimorar a sua educação, como também, em incentivar aos alunos  que perderam o entusiasmo em estudar, e, assim, garanta a educação dos cidadãos, como citado pela Constituição.