Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 08/08/2021

Com o decorrer das gerações, a maneira de transmitir conhecimentos evoluiu exponencialmente. Nos dias atuais, qualquer pessoa com acesso à internet consegue, com qualidade, ter acesso ao mundo globalizado. Entretanto, no Brasil, o acesso à internet ainda não foi democratizado segundo o IPEA e, com a pandemia de coronavírus, que levou ao fechamento de escolas, o reflexo da desigualdade social causado pela baixa escolaridade, levará a uma maior alienação sociocultural dos indivíduos carentes. Diante disso, faz se necessário uma profunda reforma no sistema educacional brasileiro, a fim de garantir uma formação democrática de qualidade para todos os cidadãos.

Primeiramente, é importante salientar que o desinteresse das massas com relação aos estudos é proveniente de uma alienação cultural promovida pelos meios de comunicação que enaltecem e enriquecem pessoas públicas que fizeram sucesso devido a algum feito singular. O ideal da vida fácil e sem esforço, manipulam os indivíduos de forma perversa de modo a apostarem todas as suas fichas nessa fama que pode nunca chegar. Com a chegada da pandemia de coronavírus que levou ao fechamento de todas as escolas no Brasil, o quadro que já não era bom, piorou substancialmente. Segundo o INEP, o número de inscritos na edição de 2021 do ENEM, é o menor da história do exame. Isso reflete que os jovens estão cada vez mais longe do ensino superior o que resultará em um pais cada vez mais atrasado e com mais pessoas abaixo da linha da pobreza.

Ademais, é valido ressaltar que o atual sistema educacional brasileiro é falho. O mestre em física Felipe Guisoli, afima em um de seus vídeos no YouTube, que o ensino de matemática nas escolas é ineficiente, pois forçam os alunos a decorarem fórmulas que nunca utilizarão na vida, devido a evolução dos meios tecnológicos que fazem os calculos milhões de vezes mais rápidos do que a mente humana. De forma análoga, é possível concluir que, se o ensino presencial já causa esse desinteresse, ao análisar essa forma ineficiente em um sistema remoto, onde não há um estimulo do professor, o quadro tende a piorar, causando uma maior defasagem e segregação social.

Portanto, com a finalidade de promover um maior engajamento dos estudantes com relação aos estudos neste cenário pandemico e pós-pandemico, o MEC deve promover um novo ensino médio baseado na carreira que o estudante deseja seguir, criando um modelo híbrido de ensino com uma carga horária voltada para apresentar o mercado de trabalho para o jovem. Dessa forma, o jovem saíria do ensino médio capaz de exercer uma profissão baseada em sua escolha. Isso formaria cidadãos cada vez menos alienados e por consequência, mais críticos a realidade. Somente a educação é capaz de melhorar a qualidade de vida das pessoas. Por isso, o governo federal deve investir em peso nela.