Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 09/08/2021
Em uma matéria realizada pelo Fantástico, em março de 2021, é mostrado um jovem, no Pará, que sobre em árvore para conseguir sinal de internet e assistir às aulas da escola. Tal cenário evidencia um tipo de dificuldade de alguns estudantes frente à pandemia do Coronavírus. Sobre esse contexto pandêmico, faz-se relevante debater os impactos na educação brasileira: a exclusão de alguns alunos do ensino, bem como dificuldade no aprendizado online.
Nesse sentido, convém pontuar a exlusão de alunos que não têm acesso às ferramentas digitais do ensino remoto. Com o início da pandemia da Covid-19, as escolas tiveram que se adaptar, rapidamente, e ofertar aulas online. Com efeito, o novo modelo de ensino excluiu alguns alunos, uma vez que, para assistir às aulas, é necessário ter acesso ao meio digital e o Brasil não apresenta uma população totalmente imersa nesse âmbito. Prova disso é um dado do Instituto de Pesquisa Economicamente Aplicada (Ipea) de que aproximadamente 40 % dos cidadãos menos favorecidos economicamente têm acesso à internet, demonstrando um impasse para a inclusão de todos no ensino diante da pandemia.
Outrossim, torna-se imperioso mencionar a dificuldade de aprendizado nas aulas remotas como um impacto na educação devido à pandemia. Isso está intimamente ligado, muitas vezes, à ausência de um ambiente propício para a aprendizagem, uma vez que o local doméstico possibilita mais falta de concentração na aula. A exemplo disso, tem-se a matéria supracitada do jovem paraense que estuda em cima de uma árvore devido a um sinal melhor de internet, demonstrando um ambiente incomum e mais provável de haver distração durante o ensinamento. Dessa forma, o aprendizado é prejudicado, pois a concentração às aulas são dificultadas no lar.
Portanto, torna-se claro que o Governo Federal precisa combater os impactos da pandemia na educação brasileira. Para tanto, deve ser feita uma concessão de incentivos fiscais às empresas de internet e aparelhos tecnológicos, haja vista o fito de diminuir os valores dessas ferramentas, por conseguinte, mais estudantes terão acesso facilitado ao ensino remoto e não serão excluídos. Além disso, o Ministério da Saúde, junto às instituições de ensino, deve programar o retorno, com protocolos de biossegurança, das aulas presenciais para que os estudantes tenham um ambiente de ensino adequado e o aprendizado seja efetivo. Desse modo, os impactos da pandemia na educação brasileira serão amenizados.