Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 20/11/2021
O escritor brasileiro Gilberto Dimenstein em seu livro “O cidadão de papel” retrata a inefetividade dos direitos constitucionais que asseguram benefícios a todos. No entanto, ao observar os impactos da pandemia na educação brasileira, constata-se que esse direito a educação prevista na Carta Magna de 1988, não tem sido garantido. Com efeito, dois pontos hão de ser analisados: a negligência governamental e a disparidade coletiva.
Diante dessa análise, é importante pontuar a omissão governamental como obstáculo no sistema educacional durante a pandemia. Nesse sentido, de acordo com o artigo 205 da Constituição federal, é dever do Estado garantir educação a todo cidadão, visando seu preparo para exercer a cidadania, porém, ao observar esse benefício percebe-se que esse poder não tem sido reverberado na prática, já que o Estado não cumpre seu papel como deveria, negligenciando fatores indispensáveis. Dessa maneira, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, a desigualdade social faz com que os impactos da pandemia na educação brasileira seja um impasse. Em suma, consoante ao poeta Carlos Drummond de Andrade configura-se como “Uma pedra no meio do caminho”, pois, devido a disparidade no Brasil, muitos indivíduos sofrem com a falta de recursos para obter uma lacuna educacional de qualidade. Somando a isso, a deficiência em infraestrutura de famílias que necessitam de apoio do governo e a carência de professores capacitados encontram-se como obstáculos a serem retirados do caminho. Desse modo, é essencial superar esses paradigmas que prejudicam os cidadãos.
Portanto, medidas são necessárias para corrigir essa realidade. Logo, é dever do Ministério da Educação- órgão responsável pelas educacionais diretrizes- em parceria com o Estado promover a formação de profissionais capacitados a nova modalidade de estudo, disponibilização materias didáticos e de chips com internet para haja a escolarização de alunos. Assim, a construção da cidadania será aperfeiçoada e a sociedade deixará de ser formada por cidadãos de papel com enfatiza Gilberto Dimenstein.