Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 13/08/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, pela ONU, assegura a todos os indivíduos o direito à educação e bem-estar social. Entretanto, os impactos da pandemia na educação se mostra mais evidente, de modo em que o número de analfabetos aumentou, segundo o jornal Correio Braziliense. Diante disso, há necessidade de se pensar em um ensino, que atenda sobretudo às crianças carentes, mais penalizadas pela covid-19.
Em primeiro lugar, é crucial pontuar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de ensinos em regiões remotas. Diante dessa perspectiva, 4,3 milhões de estudantes brasileiros entraram na pandemia sem acesso à internet, segundo o IBGE, o que nos garante que boa parte da população não está tendo nenhum tipo de estudo. Nesse sentido, essa declaração segundo John Locke, configura-se como uma violação do ‘contrato social’, já que o Estado não desempenha sua função de garantir direitos fundamentais, como a educação, um fato evidente no país.
Ademais, é necessário apontar a inexistência de materiais básicos de ensino para professores e alunos, como impulsionador da falta de apoio para os estudos, principalmente os que não possuí internet. Diante de tal exposto, a fase primordial de ensino como a alfabetização, está sendo deixada de lado, agravando esse fato no Brasil. Logo, é inadimissível que o cenário continue.
Contudo, é imprescindível que o governo federal por intermédio do Ministério da Educação disponibilize materiais necessários para alunos e professores, principalmente os que estão em fase de alfabetização e conclusão do ensino médio, como tabletes e livros didáticos, com o fim de garantir a educação de qualidade no país. Assim, se consolidará uma sociedade em que o Estado desempenha corretamente seu ‘contrato social’, como afirma John Locke.