Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 16/08/2021

A Constituição Federal assegura a educação como direito de todos e dever do estado e da família. Apesar disso, a pandemia do coronavírus mostrou que esse direito não é acessível para todos, principalmente quando o ensino remoto é adotado como maneira de prevenção a propagação do vírus, e o acesso a internet não chega a uma parcela significativa dos alunos mais pobres. A desigualdade ficou ainda mais evidente em relação a evasão escolar, que é maior entre os alunos de escolas públicas

De acordo com o último censo escolar divulgado pelo INEP em 2019, cerca de 48 milhões de alunos estavam matriculados na educação básica do país. Esses alunos deixaram de frequentar a escola e o modelo tradicional foi rompido, o ensino remoto foi adotado como estratégia de continuar o ano letivo e os obstáculos vieram a tona: famílias despreparadas para auxiliar os alunos, falta de acesso a internet ou acesso precário ao serviço, falta de estrutura nas casas, foram algumas das dificuldades enfrentadas.

Além disso, a evasão escolar no ano de 2020 representou 3,8% do número de alunos matriculados nas escolas, enquanto em 2019 essa porcentagem era de 2% de acordo com o relatório da UNICEF. Muitos alunos precisaram comecar a trabalhar durante a pandemia para complementar a renda familiar, o que pode ter contribuído para esse aumentoe a outra consequência dessa evasão é a distorção idade  e série.

Portanto, para que os direitos elencados na Carta magna sejam de fato cumpridos, é importante que o Ministério da Educação forneça recursos financeiros para que os Estados promovam a inclusão digital de todos os alunos, através do fornecimento de tablets com acesso a internet para que todos tenham condições iguais de acesso educação, diminuindo asssim o abandono e repetência escolar.