Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 19/08/2021
De acordo com o filosófo e matemático Pitágoras, é fundamental que as crianças sejam educadas, para que os adultos não precisem ser punidos. Contudo, muitas crianças brasileiras, sobretudo as mais pobres, tiveram a aprendizagem prejudicada por conta da pandemia. Dessa maneira, os impactos da educação que podem ser observados nesse contexto são a segregação do acesso ao ensino escolar e o aumento das desigualdades sociais.
Em primeira análise, é válido destacar que as classes menos favorecidas tiverem maiores prejuízos na educação durante a pandemia. Nessa perspectiva, uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) demonstra que somente 42 % da população mais pobre, composta pela classe “C " e a “D”, possuem acesso à internet. Sendo assim, ocorre algo semelhante com a segregação socioespacial, na qual as pessoas não conseguem entrar em ambientes por razão do lugar onde residem ou pelas condições financeiras. Logo, na pandemia alguns brasileiros ficaram impossibilitados de acessarem a educação pela falta de recursos tecnológicos e, por consequência, a situação promoveu um aumento das desigualdades.
Além disso, apenas o acesso não garante que ocorra a diminuição do abismo social existente. Nesse sentido, o filosófo Pierre Bourdieu acreditava que quando a educação pública ignora o capital cultural, a escola perde a sua função transfomadora, visto que ela não é inclusiva e favorece os que têm posições de privilégio na sociedade. Desse modo, é importante democratizar o ensino respeitando as diferentes realidades dos brasileiros, em viturde disso é essencial que o Governo analise variados grupos antes de formular uma estratégia para a educação após a pandemia.
Portanto, as consequências geradas pelo modelo adotodo de ensino durante a crise de saúde global irão contribuir para o aumento das desigualdades. Nesse âmbito, cabe ao Ministério da Educação implementar medidas por meio de alteração na grade curricular do ensino e por programas de reforço, com o objetivo de complementar os conteúdos e promover uma educação igualitária. Dessa forma, a escola poderá ser utilizada como ferramenta de transformação e não de segregação social.