Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 19/08/2021
Segundo a Constituição de 1988, todos os cidadãos têm direito à educação independente da condição social. Contudo, na realidade, há uma discrepância entre esse direito e o ensino brasileiro, obstáculo o qual cresceu com a pandemia. Para maior compreensão acerca do assunto, é necessário discutir sobre as recorrentes dificuldades em melhorar a educação no Brasil, e a desigualdade do público e privado agravada pelo isolamento social.
Inicialmente, é preciso observar as frequentes dificuldades ao aprimoramento da educação brasileira. É de fato comum, nos últimos 30 anos, que o Brasil tem dificuldades quanto ao aprimoramento do ensino, fato originário do baixo investimento na área, a qual sofre de problemas estruturais graves como falta de professores, precariedade no ensino e insegurança principalmente dentro das instituições estatais. Assim, tem-se como consequências alta evasão escolar, baixa especialização do mercado de trabalho e aumento da criminalidade, gerando assim um ciclo vicioso. Dessa forma, com os obstáculos educacionais brasileiros, o direito à educação é desrespeitado e não praticado.
Em seguida, vale ressaltar a desigualdade acentuada na pandemia entre o ensino público e privado. Tal desigualdade é recorrente, porém com o início do isolamento social causado pela pandemia, as diferenças estruturais entre os dois ensinos se destacaram, fato visto na implementação do ensino remoto, o qual o ensino privado conseguiu se adaptar ao novo método, enquanto o estatal não conseguiu sustentar-se pois seus usuários carecem de tecnologia para a nova modalidade educacional. Nesse viés, com tais desigualdades, haverá uma mobilidade social baixa tendo a base da pirâmide como vítima. Dessa forma, os direitos se tornarão cada vez menos refletidos na sociedade.
É vital, enfim, buscar soluções para o problema sem precedentes. Para isso, o Ministério da Educação deve injetar investimentos pesados no ensino público e privado via projetos de leis educacionais, além de financiar ONGs que atuem diretamente no setor, para que assim exista melhora significativa no ensino e redução da desigualdade entre o ensino público e privado. Logo, a garantia à educação será vista em toda a sociedade.