Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 21/08/2021
No Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), consta às crianças e aos adolescentes o direito à educação e à saúde, sendo dever do Estado promovê-lo. No entanto, percebe-se que tais direitos não são efetivamente postos em prática, em decorrência do debate sobre os impactos da pandemia da educação brasileira, que aumentou significativamente a evasão escolar no território. Desse modo, a negligência governamental e a falta de incentivo familiar resultam no impasse atualmente.
Em primeiro plano, evidencia-se a ineficiência do governo na garantia e na manutenção do bem-estar social. Com isso, a sociedade não dispõe de meios que assegurem as virtudes presentes da Constituição Federal de 1988, a qual garante direito à educação em função do preparo para exercício da cidadania. Nesse sentido, o descumprimento da Carta Magna demonstra a negligência governamental disposta em solo e o descaso com a população, especialmente com os jovem que são restringidos de direitos fundamentais, como ensino de qualidade durante esse período pandêmico, na medida em que poucos alunos puderam se manter em EAD (Ensino a Distância), por falta de internet ou de dispositivos móveis. Logo, a obra “O cidadão de papel’, de Gilberto Dimenstein, apresenta a incompetência da máquina administrativa, pois o escritor afirma que os direitos residem somente na teoria.
Ademais, é perceptível a falta de incentivo familiar perante a formação básica do indivíduo, visto que muitos não enxergam a educação como principal meio de mobilidade social. Nesse contexto, segundo o naturalista Lamarck, o ambiente em que o indivíduo está inserido o influencia e o modifica. Destarte, o pensamento do estudioso coloca em exibição a capacidade do ser humano em sofrer influência dos seres que convivem, que são responsáveis por configura o pensar do estudante nesse cenário de crise. Dessa maneira, segundo a Unicef, a fuga dos jovens as instituições de ensino no país aumentaram durante a pandemia do novo coronavírus, já que não houve o íntegro apoio das famílias ao progresso da educação. Nesse panorama, é imprescindível uma mudança social para reversão desse quadro.
Portanto, faz-se necessário o debate acerca dos impactos da pandemia na educação brasileira. Assim, cabe ao Governo Federal, órgão com instância máxima da administração executiva da nação, a elaboração de projetos de visem a distribuição de dispositivos móveis para alunos de baixa renda, mediante verbas destinadas do cofre público, com o objetivo de assegurar direitos cruciais da sociedade, como acesso à educação no tipo EAD. Além de providenciar com o Ministério da educação, campanhas, por meio de capital proveniente do governo, que alertem e conscientizem o público sobre a importância da educação para a diminuição das desigualdades sociais. A partir dessa ação, será possível reverter a problemática na educação da pátria e firmar o compromisso do ECA.