Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 22/08/2021
De acordo com o frade São Tomás de Aquino, “Todos os indivíduos de uma mesma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres”. Sob esse viés, é notório salientar que a educação brasileira não prioriza os indivíduos baixa renda, como também não introduzem novos métodos para aprimorar o aprendizado. Nesse sentido, ao observar esse impasse, sabe-se que que ele está vinculado à base lacunar educacional e à falta de investimento. Assim, hão de ser analisados tais fatores para que se possa liquidá-los de modo eficaz.
Em primeiro plano, é imperioso destacar as causas desta problemática. Conforme Kant, o ser humano é resultado da educação que teve, ou seja, os ensinamentos escolares são a base para o corpo social se inserir na contemporaneidade. Entretanto, na Pandemia da COVID-19 houve o isolamento para todos, onde a sociedade teve que se adaptar em todos os meios de comunicação, o que prejudicou estudantes, todavia, com a reclusão, a educação não se tornou libertadora, mas sim limitadora de saberes para todos, inclusive para profissionais de ensino. Desse modo, são necessárias ações para mitigar a vigência da atividade.
Ademais, é visível salientar a falta de investimento como impulsionadora da adversidade no Brasil. De acordo com dados da Fundação Getúlio Vargas – a taxa de investimento no Brasil, somando setores públicos e privados, é baixa e configura-se como a menor nos últimos 50 anos – ou seja, o investimento em novas ferramentas de ensino é precário, o que faz com que jovens fiquem exclusos de conhecimentos repassados em sala de aula ao aderir o ensino remoto. Além disso, com a exclusão, o estudante torna-se frustrado, comprometendo a saúde mental por não se sentir incluso, o que acaba afastando-o de aprender novos conteúdos. Logo, é inadmissível que este cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação e o Conselho Nacional da Educação – ambos responsáveis por administrar a educação no Brasil – ofereçam campanhas de apoio a introdução de novos métodos educativos e que sejam disponibilizados para todos por meio de palestras e abaixo-assinados, para escolas públicas obterem recursos e distribuírem de forma igualitária. Outrossim, urge que proporcionem apoios psicológicos que visem auxiliar diversos estudantes que não se adaptaram ao ensino remoto, bem como busquem agregar novos valores a educação brasileira, a fim de quebrar os tabus e investir no fundamento mais importante, o conhecimento. Assim, consolidar-se-á uma sociedade mais justa e com direitos distribuídos igualmente, como afirma São Tomás.