Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 30/08/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º o direito à educação. Entretanto, tal prerrogativa não vem se reverberando com ênfase na prática, quando se observa os impactos da pandemia na educação brasileira, momento que dificulta a universalização deste tão importante direito. Esse setor vem sendo prejudicado principalmente por uma má administração do governo, resultando na falta de aulas para milhões de alunos.

Diante desse cenário, vale a pena citar a China, uma país que se adequou rapidamente à educação a distância, com mais de 240 milhões de crianças conseguindo ter acesso a essas tecnologias com uma rapidez absurda. Sendo assim, é visível a rapidez e eficácia com que o governo chinês conseguiu prover uma educação de qualidade para seus estudantes. De forma contrária, na realidade brasileira, o poder público pouco se preparou para a educação em tempos de pandemia, pois não conseguiu realizar uma planejamento escolar que provesse aulas com qualidade para todos seus jovens.

Por consequência disso, 5,1 milhões de crianças e adolescentes ficaram sem aulas em 2020, dados divulgados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Dessa forma, é contraditório que um país signatário da Declaração de Direitos Humanos, deixe milhões de jovens sem acesso a educação, atrasando o desenvolvimento acadêmico das nossas crianças e adolescentes, além de prejudicar a entrada nas universidades por meio do ENEM e vestibulares.

Dessa maneira, faz-se necessária uma atuação governamental em relação aos impactos causados pela pandemia na educação brasileira. Portanto o Ministério da Educação, em conjunto com os governadores dos estados brasileiros, devem realizar ações de suporte ao ensino dos jovens, por meio da disponibilização de tablets para aqueles que não possuem internet ou um bom dispositivo, além da entrega de materias em casa, a fim de universalizar esse direito tão importante.