Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 16/09/2021
Constituição da República Federativa do Brasil, que foi promulgada em 1988 tem seus princípios pautados na Liberdade, Fraternidade e Lealdade, lemas da Revolução Francesa, assim, no artigo 205 assegura a educação, direito de todos e dever do Estado e da família. Entretanto, o cenário brasileiro educacional demostra conturbações, principalmente, com a pandemia do novo Corona vírus. Como resultado, a quarentena - isolamento social - intensificou as desigualdades no panorama de ensino, desde crianças até adultos. Desse modo, fica evidente como a pandemia impactou, negativamente, os estudantes, logo, cria-se a necessidade de atenuar a desproporção causada na educação brasileira.
Sobre essa perspectiva, é notório que desde sempre houve uma diferença de qualidade entre escolas públicas e privadas, especialmente, pelo descaso e falta de verbas em ensinos estaduais e municipais. Segundo o patrono do ensino brasileiro, professor Paulo Freire, a educação quando desigual, agrava os problemas sociais. Dessa forma, a quarentena aumentou, expressivamente, a desigualdade, pois o ensino à distância (EAD) se tornou um desafio e muitos estudantes começaram a trabalhar no período que frenquentava as aulas para ajudar os familiares. Como resultado, muitos jovens tiveram seus desempenhos estudantis decaídos, o que gerará problemas nos vestibulares e exames de conhecimentos que prestarem, o que produz um ciclo de desigualdades sociais e exclusão.
Outrossim, é inegável que com a pandemia e a obrigatoriedade do EAD para a segunça de todos, notou-se a exclusão digital presente no Brasil. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Instatísticas (IBGE), 1 em cada 4 brasileiros não possuem acesso à internet. Dessa maneira, com as aulas, exclusivamente, digitais, muitos alunos foram privados do acesso ao conhecimento, além disso, os professores tiveram que aprender a lidar com tecnologias sem auxílio de cursos ou de aparelhos eletrônicos voltados para o ensino. Consequentemente, os estudantes diante desse cenário desaminador e sem recursos para se conectar, simplesmente, dessistiram da escola.
Indispensável, portanto, a criação de medidas interventivas para conter os impactos do isolamento na educação brasileira, cumprindo os artigos da Constituição federal sobre o ensino como direito para todos. Para isso, é mister que o Governo juntamente com o Ministério da Educação, faça pesquisas sobre o sistema educacional e reserve um orçamento maior para a educação. Assim, terá maiores investimentos nesse área, visando melhorar o material didático e trazer mais tecnologias em todas as escolas públicas, a fim de reduzir as desigualdades causadas pela educação na sociedade. Além disso, deve disponibilizar tecnologia para os alunos que nâo possuem condições durante o período de quarentena. Isto posto, a sociedade será melhor, pois onde tem educação há transformações de vidas.