Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 08/10/2021
No filme “O Menino que Descobriu o Vento” é retratado sobre um jovem garoto africano que alcançou muitos horizontes através da educação, buscando superar a complicada e precária realidade do seu país e da sua família que pouco o apoiava por não ter condições financeiras. Nesse sentido, está obra está intimamente ligada com a sociedade brasileira, e deixa bem claro que essa realidade ainda é a mesma na vida de diversos estudantes que sofreram e sofrem impactos da pandemia na sua educação. Fora da ficção, é indispensável analisar as causas que agravam esse quadro: a desigualdade educacional e a falta de amparo governamental.
Nesse viés, é necessário pontual que, enquanto os alunos de escolas particulares aprendem através de inúmeros recursos e estratégias combinadas, muitos estudantes das escolas públicas se quer têm acesso à internet. A esse respeito, o aluno sem acesso à educação durante a pandemia, pode ter como consequência a falta de conhecimento básico, se tornando uma parte da população desinformada e desvalorizada. Paralelamente, devido a diversidade de condições financeiras, variados universitários se ausentam para ajudar sua família à se alimentar e sobreviver, e sem nenhum apoio escolar acabam sendo “esquecidos”. Assim, enquanto a desigualdade se mantiver, os impactos da pandemia na pedagogia brasileira serão ainda maiores.
Outrossim, convém ressaltar que a educação e as medidas públicas para zelar pelo bem-estar físico é um direito assegurado constitucionalmente a todos os cidadãos brasileiros. Nesse panorama, Gilberto Dimenstein, em seu livro “Cidadãos de Papel”, disserta acerca da inefetividade dos direitos constitucionais, cujo não são garantidos na prática. Dessa forma, depreende-se que o tratamento aos acadêmicos de escolas e faculdades públicas e federais são precárias e até mesmo ignoradas, não contendo nenhum amparo governamental, ferindo os direitos de uma parcela da população que necessita usufruir adequadamente. Logo, fica nítido que negligência do Estado dificulta a atenuação de um desenvolvimento prejudicado.
Destarte, medidas são necessárias para resolver os problemas discutidos. Isto posto, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com o auxílio governamental, tomar providências primordialmente nas instituições públicas, promovendo um ensino com mais qualidade, por meio de melhores recursos midiáticos para os professores e alunos terem um pleno aprendizado, como também auxílios de internet, moradia e computadores para os que não tiverem, e a volta às aulas parcialmente. Espera-se, com essa medida, que os impactos da pandemia na educação brasileira seja paulatinamente erradicado.