Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 30/10/2021

A educação, com o passar do tempo, adquiriu novas formas e, com a chegada da COVID-19, foram necessárias diversas adptações para o ensino remoto. Entretanto, os impactos sofridos pelo processo de ensino-aprendizagem com essas mudanças foram muito prejudiciais. Desse modo, as dificuldades dos ajustes para escolas públicas foi muito grande e, além disso, a socialização infantil é amplamente afetada com as aulas sendo adequadas para o mundo virtual.

Cabe destacar, em primeiro lugar, que as escolas públicas tiveram inúmeros empecilhos para tornarem remotas todas as atividades educativas. Segundo Márcio Natividade, professor do Instituto de Saúde Coletiva (ISC/UFBA), a desigualde entre os alunos de escolas privadas e públicas, a partir da pandemia, aumentará muito. Isso ocorre pois, as escolas particulares, considerando a classe social à qual fazem parte seus alunos, tiveram mais facilidade em adaptar o processo educacional de maneira que respeitasse o distanciamento social recomendado durante a pandemia.

Ademais, é possível notar ainda que a socialização, item de alto grau de importância durante a infância, foi muito prejudicada durante os anos de 2020 e 2021. A ausência de contato social pode desenvolver graves transtornos psicológicos em uma criança, principalmente nas menores de 7 anos de idade, segundo o psiquiatra Italo Marsili. Dessa forma, é importante ressaltar que a escola não abrange somente as disciplinas curriculares, e também afeta o avanço pessoal de todos os estudantes.

Torna-se evidente, portanto, que os impactos da pandemia na educação brasileira foram negativos e precisam ser revertidos. Logo, o Ministério da Educação deve promover a retomada do ensino presencial nas escolas públicas, de maneira obrigatória, disponibilizando as condições de higiene necessárias para os alunos, para frear os problemas causados pela pandemia. Assim, pode-se abrandar os efeitos do ensino remoto.