Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 09/11/2021
O sociólogo Durkheim postulou o termo “anomia social” para se referir ao estado de caos na sociedade, o qual se aplica à questão dos impactos da pandemia na educação no Brasil. Nesse contexto, cabe salientar que a desigualdade social se agravou ainda mais, um dos setores sociais altamente prejudicados foi o da educação, especialmente o ensino público escolar. Além dussi, pesquisas a nível acadêmico foram interrompidas, o que comprometeu o desenvolvimento do país. Dessa maneira, é de suma importância que haja medidas para reverter essa realidade.
Nesse viés educacional, vale ressaltar a discrepância estudanil entre os alunos da rede pública e particular. Toma-se como exemplo a morosidade para iniciar as aulas á distância, enquanto escolas particulares deram continuidade aos estudos por meio das teleaulas em cerca de duas semanas, escolas de ensino público levaram meses até serem ministradas, como exibido em reportagem no “Profissão Repórter”, em que mostrou o anseio e a defasagem educacional causada nos estudantes, a exemplo disso, tem-se a entrevista de mães que constatam o retrocesso na aprendizagem dos filhos. Ademais, outro agravante é a falta de estrutura para assistir as aulas, como: local apropriado e internet de qualidade e, também o pouco aparato e instrução para os professores ofertarem aulas que cativem e verdadeiramente ensinem os alunos. Dessa forma, é imprescindível que altere-se essa situação.
Ainda no sentido de impacto pandêmico na educação, é preciso destacar que, segundo a Constituição Cidadã, a educação é um direito de todos. Sendo assim, nota-se que as pesquisas acadêmicas que sofreram com essa realidade não foram abarcadas por essa garantia social. Prova disso foi a pausa nos estudos de todas as áreas do conhecimento, a exemplo de pesquisas laboratoriais, que, além não poderem ter continuidade por questões sanitárias, tiveram também seus recursos reduzidos pelo Governo Federal, o que impossibilitou a compra de insumos para dar seguimento aos estudos. Assim, deixa-se de fomentar a educação e o surgimento de inovações que beneficiariam a todos. Desse modo, é de suma importância que haja valorização do setor educacional.
Portanto, faz-se necessário que o Estado atue por meio do Ministério da Educação (ME) e da Tecnologia (MT) ao financiar melhores condições de estudo aos alunos, principalmente os de baixa renda, ao ofertar internet e computadores de qualidade nas bibliotecas públicas, além de criar canais televisivos em cada estado uma programação que oferece as aulas remotas. Somado a isso, o ME deve oferecer aos professores cursos de capacitação em teleaulas, local de transmissão de aula e equipamentos adequados. Ademais, o ME e MT deve fomentar financeiramente os estudos acadêmicos para o desenvolvimento do país. Assim, conseguir-se-á miitigar os impactos da pandemia na educação.