Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 12/11/2021

Ao refletir sobre a educação brasileira no cenário da pandemia, percebe-se que existe uma grande diferença entre o ensino de nível público e o de nível privado, apesar de pertencerem ao mesmo segmento a estrutura e o imediatismo na resolução de problemas é muito diferente. Dentro dessa perspectiva, pode-se observar que infelizmente no Brasil a educação tem sofrido muito com a pandemia, pois existe uma grande dificuldade para o aluno acompanhar as aulas remotas sendo ela por falta de acesso à internet ou por não ter grande interações, o que acaba dificultando ainda mais a permanência do aluno em seu ano letivo.

Em primeira análise, é importante destacar que a educação pública sempre recebeu investimentos menores que a rede privada, isso fica evidente na quantidade de alunos por sala de aula, como também na estrutura dos prédios. Nesse sentido, observa-se que a educação 4.0 vem sendo debatida na rede de ensino privado a alguns anos, enquanto nas redes de ensino público muito se fala, mas pouco se faz até pela dificuldade de acesso à tecnologia e novas ferramentas metodológicas para o ensino e aprendizagem em sala de aula.

Destarte, ao pensar no aluno como protagonista do conhecimento e autônomo na aprendizagem reflete-se sobre a educação Freiriana, que olha para o aluno com o conhecimento e o senso crítico aplicando ao ser uma grande problematização sobre a educação e ouvindo toda a contribuição do aluno no processo de ensino e aprendizagem. Deste modo, o pensamento educacional de Paulo Freire defende uma educação com o fomento crítico em que professor e aluno são ferramentas fundamentais do processo de ensino e aprendizagem e o aluno deve sempre caminhar sozinho, mas com monitoramento do professor.

Portanto, ao analisar as dificuldades enfrentadas pelos brasileiros em manter o foco e disciplina de estudo no ensino remoto devido a pandemia, acaba proporcionando uma grande diferença entre os padrões de ensino público e privado, no país. Além disso, infelizmente no Brasil a autonomia educacional pensada por Paulo Freire não vem sendo trabalhado em todos os colégios, uma vez que muitos alunos se desmotivaram dos estudos em razão de não estarem frequentando uma instituição presencialmente. Assim, para amenizar estas dificuldades face necessário que o MEC desenvolva um projeto que mobilize uma educação crítica, com problematização e sentido, garantindo assim que os alunos consigam ter maior autonomia e consigam caminhar sozinhos frente as dificuldades, como a pandemia.