Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 13/11/2021

A Constituição Federal de 1988 determinou princípios para a educação brasileira, entre eles: educação, gratuidade, liberdade, assistência e gestão democrática. Desse modo, a legislação tornou a educação um instrumento de mudança social. Contudo,  com o novo coronavírus foram determinadas medidas de proteção e, assim, acabar as aulas presenciais e iniciar o ensino a distância em muitas escolas, o que causou o impacto da pandemia na educação. Nesse sentido, observa-se um delicado problema, que tem como causas o despreparo governamental no Brasil e o elevado índice de desigualdade social.

Em primeiro plano, é notável que as escolas têm um papel muito importante na vida de um indivíduo e trazem mudanças positivas para a vida de cada estudante. Além disso, a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo, segundo Nelson Mandela. Porém, ao serem canceladas as aulas no país muitas crianças e jovens foram prejudicados, pois com as aulas modo EAD, muitos indivíduos desse grupo não têm acesso às tecnologias pela falta de estrutura física. Nesse âmbito, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou uma pesquisa que mostra que 25% dos brasileiros não têm acesso à internet. Logo, fica evidente que a falta de políticas públicas fazem com que esse impasse persista.

Em segundo plano, conforme Immanuel kant, " O ser humano é resultado da educação que teve", e há a necessidade da gestão governamental para que os resultados do investimento na educação sejam positivos para a sociedade. Ainda assim, o Brasil não foi referência quando é falado sobre educação, e no contexto atual o problema persiste. Visto que, o despreparo do governo com o ensino nacional se tornou mais indubitável com a chegada da pandemia e problemas de que as instituições não usufruem dos recursos necessários para o oferecimento do ensino remoto e de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), só 42% das classes “D” e “E” estão conectadas, ainda, há poucos professores que estão capacitados para o ensino a distância. Nessa área, fica claro o descaso da autoridade com a falta de resoluções.

Portanto, são essenciais as medidas operantes para combater essa problemática. Seguidamente, o Ministério da Educação deve elaborar campanhas relacionadas ao acesso às aulas online, por meio da distribuição de tablets e criação de planos de internet para alunos de baixa renda e rede pública. A fim de que o que é conferido na Contituição permaneça. Tal ação deve, ainda, incluir todos os anos de ensino dos jovens nas escolas.