Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 18/11/2021
Segundo relatório do Banco Mundial, os impactos que foram causados negativamente na educação brasileira em decorrência da pandemia do coronavírus, podem ser preocupantes e de longa duração. Assim, é possível ter o entendimento do quanto o vírus afetou de forma significativa o ensino do país. Por exemplo, a desigualdade social danificou ainda mais a aprendizagem por conta de muitos dos alunos não terem a tecnologia necessitada e outro fator foi o psicológico dos estudantes afetado.
Primeiramente, destaca-se que 17% dos estudantes na faixa de 9 a 17 anos não tem tecnologia em casa, ou seja, 4.8 milhões de crianças e adolescentes são impossibilitados de estudar pela desigualdade social em que se encontram. De acordo com o chefe de Educação do UNICEF, Ítalo Dutra, a pandemia mostra e deixa em evidência as desigualdades sociais que atingem o Brasil há tempos, como escolas em que a infraestrutura não é devidamente adequada e nem de qualidade, onde isso já prejudica os alunos totalmente.
Ademais, a saúde mental dos jovens é outro elemento a se pontuar, visto que uma a cada 4 crianças e adolescentes apontaram sinais de depressão e ansiedade na pandemia, conforme estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Por certo, são vários os motivos para tais sintomas, como a solidão, incertezas, medo do futuro, estresse e tantos outros. Certamente, a escola e a faculdade são uma das maiores razões para tais transtornos, já que as mesmas carregam o peso do futuro e a sobrecarga é inevitável.
Em suma, é necessário que a desigualdade citada anteriormente seja de alguma forma corrigida e que a saúde mental dos jovens seja levada a sério. Para isso, compete ao Governo Política Sociais para distribuir uma internet inclusiva e de alta tecnologia para que todos tenham acesso, pois nos dias de hoje, a internet é um serviço básico assim como a água, esgoto e luz. Outro ponto importante é o psicológico dos jovens que precisa ser tratado com seriedade, isto é, acompanhamento psicológico e psiquiátrico supervisionado pela escola.