Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 15/11/2021

A Constituição Federal de 1988 estabeleceu princípios para a educação brasileira, dentre eles: obrigatoriedade, gratuidade, liberdade, igualdade e gestão democrática. Dessa maneira, a legislação tornou a educação uma ferramenta de transformação social e crescimento do país. Contudo, com a pandemia do novo coronavírus, o isolamento social foi determinado e, assim, extinguindo as aulas presenciais fazendo com que muitas escolas implantassem o ensino à distância. Entretanto, essa opção não é viável a todos, visto que há um despreparo governamental no brasil e elevado índice de desigualdade social.

Em primeira análise, a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo, segundo Nelson Mandela. Porém, com o fachamento das escolas no país, crianças e jovens foram prejudicados, pois com as aulas sendo EAD, muitos indivíduos desse grupo não conseguem ter acesso a elas, pela falta de estruturas físicas que proporcionem esse acesso. Nesse cenário, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou uma pesquisa que aponta que 25% dos brasileiros não têm acesso à internet. Diante disso, é notório que essa falta de políticas públicas fazem com que esse dilema persista.

Seguindo essa lógica, o Brasil nunca foi referência quando o assunto é educação, e no cenário atual, esse dilema se acentua. Visto isso, o despreparo governamental com a educação nacional se tornou mais evidente com a chegada da pandemia e se notou problemas como os de que a maioria das escolas não contam com o suporte necessário para o oferecimento do ensino remoto e de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apenas 42% das classes “D” e “E” estão conectadas, além disso, são poucos os professores que tiveram a formação adequada para lecionar a distância. Nesse âmbito, fica claro o descaso governamental com a falta de resoluções na educação no país.

Portanto, é urgente que medidas devem ser tomadas para conter o entrave abordado. Por isso, o Ministério da Educação deve elaborar campanhas, por intermédio da distribuição de tablets e a criação de planos de internet para os alunos da rede pública de ensino de baixa renda, a fim de promover esse acesso à educação a todos os estudantes. Dessa forma, tornando a sociedade mais igualitária e democrática através da educação.