Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 16/11/2021
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) garante a todos os indivíduos os direitos fundamentais à educação e ao bem-estar social. Conquanto, o impacto da pandemia no setor educacional brasileiro desenvolve inúmeras adversidades, as quais ocorrem não só pela carência de investimentos do Estado em instituições de ensino, mas também em razão da evasão escolar. Assim, esse impasse deve ser resolvido de imediato, de modo a alcançar uma sociedade integrada.
Nessa perspectiva, é imprescindível mencionar que a educação é o principal fator no progresso de uma nação. Entretanto, segundo o G1, portal de notícias da Globo, o investimento em educação no Brasil decresceu em 56% nos últimos 4 anos. Destarte, observa-se que há uma negligência governamental nessa ocasião, visto que o Estado não disponibiliza recursos suficientes às escolas públicas. Por conseguinte, essa questão evidencia a falta de professores e materiais nos colégios e, desse modo, o resultado desse contraste é refletido em um estudo ineficiente direcionado aos jovens estudantes. Logo, é indispensável resolver esse empecilho por meio de investimentos em instituições educacionais.
Ademais, é de suma importância salientar a evasão escolar como uma impulsionadora desse óbice. Outrossim, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 40 milhões de brasileiros não têm acesso à internet. Sendo assim, é fundamental ressaltar que o precário contato com a tecnologia pela população carente estimula a saída de alunos das escolas, já que as aulas são ministradas em plataformas digitais no período de coronavírus. Consequentemente, esse ponto coopera para aumentar os índices de “fuga” escolar, pois conforme uma matéria veiculada pelo G1, 17% dos estudantes não renovaram as suas matrículas em 2020 e, como resultado, esse problema possui a tendência de persistir em cenário nacional. Dessa forma, é preciso buscar meios de superar esse desafio, por intermédio da democratização dos mecanismos tecnológicos no Brasil.
Infere-se, portanto, que o Estado, como agente responsável pela administração do país, deve realizar investimentos no setor educacional brasileiro. Nesse sentido, essa ação pode ser feita com a disposição de computadores nas escolas para alunos sem dispositivos eletrônicos em suas casas e, concomitantemente, com a concessão de planos de internet financiados pelo governo aos estudantes de baixa renda, a fim de que a sociedade seja mais democrática e inclusiva. Com isso, será possível assegurar as regalias previstas na DUDH pela ONU, com o propósito de mitigar o impacto da pandemia na educação brasileira.