Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 16/11/2021

O filme “O Menino que Descobriu o Vento” aborda a temática da valorização da educação para a resolução de problemas sociais. Na trama, o jovem africano utiliza de seus conhecimentos aprendidos nos livros da escola para a construção de uma fonte de energia que salvou todo seu vilarejo da morte pela falta de alimento. Nesse contexto, a pandemia e a falta de infraestrutura se tornaram um potencial vilão para a concretização de bens comuns, como e a saúde emocional e da desigualdade nacional.

Primeiramente,  a discrepância da qualidade do ensino a distância entre as realidades públicas e particulares são drásticas, acarretando em chances desiguais de ingresso ao ensino superior. Segundo IBGE, 4,3 milhões de estudantes brasileiros entraram na pandemia sem acesso à internet. Sob essa análise, a carência das ferramentas adequadas de ensino ao estudante ocasiona a fraca formação acadêmica e póstuma dificuldade de ingresso ao mercado financeiro, uma vez que o indivíduo se configura como não especializado. Desse modo, o período de isolamento social resultou em danos ao desenvolvimento escolar  do discente e seu sucesso financeiro.

Segundamente, os danos psíquicos gerados pelo ano pandêmico comprometem a qualidade do ensino. Conforme estudo do Ministério da Educação, 91,1% dos estudantes de ensino superior particular e 94,2% dos estudantes de instituições públicas relataram ter tido problemas de saúde mental durante a pandemia e dificuldades para se concentrar nas aulas remotas. Sob essa ótica, as sequelas geradas pela pandemia aos educandos devem ser tratadas a nível profissional.

Destarte, para melhor usufruto do direitos básico cidadão, a educação, é necessária a adoção de medidas que tranfigurem o quadro atual e incuta nos valores tão prezados pela constituição brasileira “ordem e progresso”. Dessa forma, urge que o Ministério da Educação elabore campanhas, por meio da distribuição de tablets e a criação de planos de internet para os alunos de rede pública de baixa renda, para promover acesso à educação a todos os estudantes. Dessa maneira, a sociedade torna-se mais igualitária e democrática por intermédio da educação.