Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 19/11/2021
O livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas sociais que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que as adversidades da pandemia na educação brasileira afeta grande parte da população. Assim, seja pela precária e ineficiente distribuição de renda, seja pela falta de políticas públicas, o problema exige uma reflexão urgente.
Convém salientar, de início, que a ineficiente distribuição de renda corrobora de forma intensiva para o entrave. Desse modo, é possível analisar que a renda que circula no país não chega à todos, em virtude de ficar concentrada nas mãos de uma pequena parcela da população, por isso que, um dos pilares da sociedade atingido negativamente é a educação, pois muitas das pessoas não possuem rendas para investir em escolas particulares com uma boa infraestrutura educacional. E, em relação ao período da pandemia, a necessidade do isolamento social e do fechamento das escolas, fez com que muitos indivíduos ficassem marginalizados da sociedade por não possuírem dinheiro para investir em tecnologia com acesso à internet e a educação, e consequentemente, tiveram seus direitos ao conhecimento prejudicados. Logo, é substancial a mudança desse quadro.
Ademais, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas suficientemente capazes de reverter a problemática. Nesse sentido, segundo Abraham Lincoln, ícone político americano, a política é serva do povo e não ao contrário. Com efeito, em relação aos efeitos da pandemia na educação do Brasil, o que se percebe é justamente uma ideia oposta a que Lincoln defendeu, pois não há um conjunto de metas, de planos e de ações públicas suficientes para resolver o problema. E, como consequência, há o agravamento de um problema social voltado a exclusão de grupos mais pobres, em virtude da falta de investimentos em equipamentos tecnológicos em escolas carentes e sem renda, e dessa maneira, é inaceitável que essa situação se perpetue na sociedade contemporânea.
Infere-se, portanto, que são necessárias medidas capazes de mitigar o problema. Para tanto, é imperiosa uma ação do Ministério da Educação, que deve, por meio de projetos e campanhas, arrecadar fundos monetários e investir em dispositivos e equipamentos tecnológicos para todas as escolas necessitadas, a fim de promover alternativas de dissipar o conhecimento e o acesso a informação, a fim de proporcionar uma sociedade mais justa e igualitária, no qual todos possam usufruir de seus direitos de cidadão.