Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 01/12/2021

Educação e desigualdade.

Conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente: “a criança e o adolescente têm direito à educação visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho”, porém essa norma não condiz com realidade dos estudantes brasileiros. Tal que no Brasil existe uma separação distintas entre classes sociais, onde em meio a pandemia mundial tornou-se mais evidente essa disjunção no meio educacional com o distanciamento de frequentação as aulas. Dessa maneira, o país fragmenta os favorecidos dos desafortunados.

É relevante mencionar que a educação no Brasil - despreparado enfrentando uma pandemia, aportou milhares de estudantes com a implantação do ensino EAD, cabível de mencionar que, tal inserção cooperou ainda mais para a desigualdade no país. Levando em consideração que o Congresso em Foco apontou que menos de 70% dos alunos possuem acesso a computadores e 35% dos indivíduos que possuem acesso compartilham o dispositivo com mais pessoas. Em contra partida alunos que não possuem computadores ou celulares não acompanham aulas distintivamente do aluno que possui renda, aparelhos eletrônicos e um ambiente propício para estudar.

Contudo, atentando-se a essa disparidade, Criolo relatou em seu “Rap” - duas e cinco, uma parte do poema de Carlos Drummond de Andrade “no meio do caminho”, em épocas diferentes a discrepância na educação ainda é tangível e panorama ainda mais a desigualdades sociais entre as classes. Decerto, depreende-se que o ECA têm sido utópicos para muitas regiões brasileiras.

Infere-se, portanto, que o ECA seja auditável para que todos, sem exceções, tenham acesso as aulas por meio de aparelhos eletrônicos financiados pelo Governo Federal dentro das escolas com medidas protetivas de segurança - desenvolvendo rotatividade de aulas com computador separados, tendo como foco principal alunos que não tem acesso a aparelhos eletrônicos. Havendo total participação do Ministério da Educação capacitando professores de educação digital para o auxílio dos alunos em sala de aula e também ao professor que direcionará as aulas para que cheguem até esses alunos. Objetivando uma participação geral desses indivíduos para que não haja crianças e adolescentes prejudicados em meio a pandemia visando o conforto de estudo e ambientes propícios para que ambos estudem sem que haja a contaminação e delongue ainda mais a educação no Brasil.