Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 03/12/2021

Conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente, “a criança e o adolescente têm direito à educação visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho”, porém, essa norma não condiz com realidade dos estudantes brasileiros. Levando em consideração que no Brasil, existe uma separação distintas entre classes sociais que durante a pandemia mundial tornou-se, mais evidente essa disjunção, no meio educacional, com o distanciamento de frequentação às aulas. Dessa maneira, o país fragmenta os favorecidos dos desafortunados.

É relevante mencionar que a educação no Brasil, despreparado enfrentando uma pandemia, aportou milhares de estudantes com a implantação do ensino EAD, sendo assim, é importante aludir que tal inserção cooperou ainda mais para a desigualdade no país. Levando em consideração que o Congresso em Foco apontou que menos de 70% dos alunos possuem acesso aos computadores e 35% dos indivíduos que possuem dispõem de aparelhos móveis precisam compartilham o dispositivo com mais pessoas. Em contra partida, alunos que não possuem computadores ou celulares não acompanham aulas distintivamente do aluno que possui renda, aparelhos eletrônicos e um ambiente propício para estudar.

Contudo, atentando-se a essa disparidade, Criolo relatou, em seu “Rap”, - duas e cinco, uma parte do poema de Carlos Drummond de Andrade, chamado “no meio do caminho”, que foi escrita em época diferente do cantor, porém, manifesta mesma a discrepância na educação que ainda tangível e panorama ainda mais a desigualdades sociais entre as classes. Portanto, referente ao que foi apontado, depreende-se que o ECA apesar de ser um documento normativo é apenas utópico se comparado a educação brasileira e suas desigualdades.

Infere-se, portanto, que o ECA seja cometido de forma precisa para que todos, sem exceções, tenham acesso às aulas, por meio de aparelhos eletrônicos financiados pelo Governo Federal, nas escolas com medidas protetivas de segurança - desenvolvendo rotatividade de aulas com computador separados, tendo como foco principal alunos que não têm acesso aos aparelhos eletrônicos. Promovendo total participação do Ministério da Educação, capacitando professores de educação digital para o auxílio dos alunos em sala de aula e também o professor que direcionará as aulas para que cheguem até esses alunos, objetivando uma participação geral desses indivíduos para que não haja crianças e adolescentes prejudicados em meio à pandemia, visando o conforto de estudo e ambientes propícios para que todos estudem sem que haja a contaminação e delongue ainda mais a educação no Brasil.