Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 13/12/2021
A música “Another Brick in the Wall” da banda Pink Floyd critica o método tradicional de ensino nas escolas o qual, sem exercer a equidade para cada indivíduo, molda e impõe que todos os alunos apresentem os mesmos comportamentos e desempenhos acadêmicos. Apesar dessa música ter sido lançada em 1979, ela representa uma crítica muito presente na educação brasileira pandêmica, que apresenta falhas quanto à exclusão de diversos estudantes com vidas diferentes, incluindo condições financeiras, acesso à internet e aparelhos tecnológicos.
Desde a efetiva escrita da “Declaração Universal dos Direitos Humanos” pela ONU, todas as pessoas têm direito de serem tratadas com igual liberdade a qualquer outro e a ter uma vida digna com saúde e educação. Todavia, durante a pandemia se intensificou essa queda de pessoas matriculadas, tanto no ensino fundamental e médio, quanto na educação para Jovens e Adultos. De acordo com dados do IBGE, a tutoria acadêmica desses indivíduos foi interrompida por conta dessa vida dupla entre trabalhar, realizar afazeres domésticos, cuidar de pessoas com quem mora, problemas de saúde e estudar. Apenas o trabalho de professores e coordenadores, seja da própria escola ou de ONGs, foi o que efetivamente administrou essas vidas e incentivou os alunos a permanecerem estudando.
De tal modo que, diversas das guerras e revoluções do séc. XVIII e XIX, como a Revolução Francesa, tiveram como lema e motivação, conceitos ensinados por filósofos e estudiosos em reuniões secretas de cunho revolucionário. Estes encontros foram muito importantes para a queda do absolutismo monárquico francês e a construção de uma sociedade mais justa e democrática. Com efeito, houve a participação de muitos jovens nesse movimento pois receberam a tutoria para lutarem por suas causas pautadas na “Igualdade, Liberdade e Fraternidade”. Decorrente, da criação da imprensa, essa filosofia iluminista alcançou diversas camadas da sociedade de forma bem rápida, uma comunicação parecida com as atuais plataformas digitais na internet.
Em suma, os métodos de educação brasileira precisam ser reavaliados para cada estudante. É essencial ser aberto no ministério da Educação, um concurso convidando profissionais formados em universidades federais de pedagogia para escreverem apostilas com os conteúdos fundamentais para os jovens adultos estudantes. Ao final do processo seletivo, os textos mais qualificados para serem propagados serão disponibilizados em documento pdf nas plataformas digitais do Estado, tal como o “www.gov.br” e, se necessário, deverão ser entregues via correios pelas escolas em que estão matriculados. Assim, a próxima geração de cidadãos terá a devida orientação estudantil autônoma e sentirá que pode transformar o seu país, não sendo apenas “outro tijolo na parede”.