Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 13/12/2021

A Constituição Federal de 1988 afirma a garantia dos direitos de todos os cidadãos brasileiros, como o direito à educação. No entanto, na pandemia da Covid-19, que teve início em 2020, um número significativo de alunos de escolas públicas enfrentou a falta de ensino escolar. Nesse sentido, nota-se que, a desigualdade social entrou em evidência no período pandêmico. Além disso, a falta da educação, mesmo em pouco tempo, pode causar danos na vivência escolar dos alunos.

Em primeiro plano, evidencia-se, por parte do Estado brasileiro, a falta de investimento e apoio às famílias de baixa renda na pandemia. Segundo o IBGE, um a cada cinco brasileiros não possui acesso à internet e o principal motivo pela falta da conexão é a questão financeira que a população encara. Por conseguinte, é manifesto que o ensino à distância proposto desdenha e exclui estudantes sem condições financeiras de contratar um serviço que possibilita o acesso a aulas remotas. Desse modo, há exclusão e negligência governamental em relação ao cumprimento efetivo do direito à educação e oferecimento gratuito de uma rede wi-fi.

Outrossim, o período escolar é fundamental na vida dos estudantes. Entretanto, hodiernamente no Brasil, por carência e despreparo das escolas que trabalham em ensino remoto, esse período pode provocar atraso na aprendizagem. Em um relatório elaborado pelo Banco Mundial, a estimativa é que 70% das crianças que vivem no Brasil tenham dificuldades para aprenderem a ler. Sendo assim, uma reafirmação de consequência pela escassez de planejamento e agilidade para reação, por parte do governo, em situações escassas.

Diante do exposto, é notório que, caminhos para combater a desigualdade social na pandemia e ausência da educação neste momento, sejam seguidos. Logo, cabe ao Ministério da Educação elaborar um plano nacional, em conjunto com escolas estaduais e municipais, para oferecimento de recursos tecnológicos, como doações de redes wi-fi gratuitas, e auxílio na elaboração de atividades escolares com professores especializados na educação infantil, propondo em forma de vídeos e ensino didático atividades que auxiliam no aprendizado na fase de alfabetização. De modo que garanta o acesso de pessoas de baixa renda ao EAD, reduza o acesso restrito de estudantes ao ensino e não afete a educação infantil. Portanto, sendo possibilidades para erradicar as adversidades do EAD.