Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 13/12/2021

É de conhecimento geral que o novo Coronavírus teve diversos impactos em toda a sociedade, sendo a adaptação à trabalhos e estudos à distância o maior deles. Nas escolas, tanto alunos, como professores e coordenadores, precisaram se acomodar a uma nova realidade: o EAD (Estudo à Distância), o que trouxe diversos bens e males à este setor.

A princípio essa mudança abriu as portas da tecnologia ao mundo, dando aos alunos um espaço maior para aprimorar seus conhecimentos. Todavia, na prática não é assim tão simples. Alunos de escolas públicas, principalmente, que possuem baixa renda, não possuem acesso a toda essa tecnologia, o que gerou um atraso irreparável aos seus estudos. “A maior dificuldade foi para os alunos. Uma parte muito pequena está preparada, com internet, mas a ampla maioria das pessoas mais pobres não possui acesso à internet banda larga, nem espaço adaptado para o ensino em casa”, explicou Milko Matijascic à uma pesquisa direcionada pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.

Segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) 5 milhões de crianças e adolescentes brasileiros, entre 6 e 17 anos não tiveram acesso à Educação em novembro de 2020, sendo a grande maioria de famílias pobres, negras e indígenas. Isso tudo gerou uma grande autonomia aos estudantes, mesmo aqueles com acesso à internet tiveram de desenvolver uma independência maior em relação ao seu aprendizado.

Por fim, deve-se perceber que além de trazer benefícios para uma pequena parcela da população, o ensino à distância evidênciou e agravou um dos maiores e mais recorrentes problemas da sociedade brasileira: a desigualdade. É dever do governo dar auxílio tecnológico aos alunos que não possuem condições, pois educação é um direito que deve ser concedido à todo e qualquer cidadão brasileiro.