Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 13/12/2021

Segundo o filósofo Sêneca, ‘‘a educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida’’. Contudo, levando em conta a pandemia vivenciada no Brasil, tornou-se problemático a adesão dos estudantes na vida escolar visto que, com o início das aulas online, ficou evidente as disparidades sociais e econômicas de cada aluno, tornando o ensino de restrito acesso. Nesse contexto, não há duvida quanto a necessidade de traçar estratégias para erradicar essa desigualdade educacional, buscando solucionar as limitações e consequências geradas por tal problemática.

Dessa forma, em primeira análise, a infraestrutura precária é um desafio presente nesse cenário. Vale destacar que a chegada do coronavírus fez com que as pessoas se adaptassem a um novo estilo de vida, no qual as crianças e jovens passaram a frequentar o Ensino a Distância (EAD) para continuarem seus estudos escolares. No entanto, tal opção não foi benéfica a todos visto que a falta de estrutura tecnológica (acesso à internet e aos aparelhos eletrônicos) acentuou o desequilíbrio que há entre os cidadãos brasileiros, já que a realidade socioeconômica no país é altamente desigual, algo que agravou o aprendizado de muitos estudantes.

Paralelamente, as limitações pedagógicas e familiares também são entraves que tangem ao problema. A respeito disso, sabe-se que a adaptação ao mundo digital ocorreu de forma imprevisível, realsando a precária formação digital de professores a nova modalidade de ensino, além da falta de conhecimento tecnologico por parte da família das crianças. Em consequência disso, percebeu-se que houve o desenvolvimento de problemas psicológicos na saude mental dos jovens pois, assim como ressaltado pelo Ministério da Saúde do Brasil, com o fechamento das escolas e a instauração desse ensino remoto, notou-se o desenvolvimento de transtornos mentais, relacionados com a pressão psicológica e o impacto do isolamento na saúde mental dos estudantes.

Em virtude dos fatos mencionados, torna-se indispensável a discussão de propostas acerca do problema. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação (MEC) impor medidas que contribuam para a integação do jovem nos estudos a partir de incentivos financeiros (estrutura tecnológica) e emocionais (apoio a família), com o objetivo de evitar uma evasão escolar por parte desses estudantes alem de permitir que estes tenham oportunidades melhores no futuro com seu embasamento escolar. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora nas condições educacionais assim como apontado por Sêneca, visando a integração de mais jovens às escolas a pesar da pandemia do COVID-19.